Agua e Leite


O leite está associado ao gato, habituamo-nos à imagem do gato com os bigodes lambuzados de leite, mas o leite apesar de um alimento completo para nós pode ser prejudicial para o gato.

Os gatinhos recebem da sua mãe um leite extremamente completo e nutritivo, quando o desmame termina, o gatinho está pronto para a comida sólida sem precisar de leite na sua alimentação.

Mas se o dono gostar de dar leite ao seu gato e se este for um apreciador de leite pode dar-lhe desde que seja um leite próprio para gatos. A lactose do leite de vaca pode ser intolerada e provocar diarreias e vómitos. O leite é um alimento, ao contrário da água, que tal como para nós é vital para o gato.

Os gatos devem sempre ter a disposição uma tigela de água, muitos preferem a água fresca da torneira, mas alimentar este hábito pode ser negativo para o gato quando este ficar sozinho e se recusar a beber agua de uma tigela, pode desidratar.

A Alimentação do Gato

Os gatos devem de ser alimentados com comida preparada e não com comida feita em casa, mesmo que o dono tenha muito cuidado com a alimentação do seu gato, dificilmente conseguirá colmatar, na totalidade, todas as necessidades nutricionais do gato.

A comida preparada quando é de qualidade contêm tudo aquilo que o gato precisa, o dono sabe que ao deitar na tigela a quantidade recomendada para o gato está a dar-lhe tudo o que ele precisa sem preocupações e sem trabalho.

A comida preparada é vendida ou em lata (húmida) ou seca, sendo preferível dar a ração seca, com esta o seu gato está a exercitar e a tratar os dentes e advém outras vantagens para o dono, não tem um cheiro tão intenso e mantém-se na tigela durante mais tempo sem se estragar.

É claro que os gatos preferem a comida em lata, e se não os habituarmos aos secos eles poderão recusa-los facilmente, assim habitue o seu gato à comida seca, de qualidade (vendida nas lojas de animais ou veterinários), e de vez em quando ofereça-lhe um petisco em lata, ele vai adorar!

Se o seu gato só quer patês, comece a juntar lentamente pedacinhos secos, até substituir completamente, mas tenha paciência este processo de mudança pode durar várias semanas.

Deve respeitar a privacidade do seu gato, não o perturbe enquanto ele estiver a comer.
As tigelas de comida e água devem ser colocadas num local sossegado, longe de sítios de passagem e também longe da casa de banho.

Deve ter pelo menos duas tigelas, uma para a comida e outra para a água, utilize tigelas próprias para gato (e não para cão) de inox, vidro ou louça. As tigelas de plástico têm diversas desvantagens: o gatinho facilmente as entornar e as empurra, o plástico absorve mais os cheiros e sujidades, e o mais grave o plástico ao roçar no queixo do gato pode provocar peladas ou feridas, o chamado acne do queixo.

A tigela da comida deve ser lavada diariamente se o seu gato come “lata”, os patês húmidos também não devem permanecer mais do que um dia na tigela, pois deterioram-se. Se o seu gato comer ração seca, apenas precisa de lavar a tigela semanalmente, e pode deixa-los na tigela mais algum tempo, embora seja preferível por menos quantidade em vez de uma tigela enorme cheia, os gatos são caprichosos e gostam de comida e agua fresca, podendo mesmo não comer se já lá estiver a algum tempo. Esta é outra das razões porque os sacos da ração devem ser bem acondicionados.


COMPLEMENTOS
Existem no mercado diversos produtos, em pasta ou comprimidos, que complementam as necessidades nutricionais do gato. Se o seu gato for um animal saudável e receber uma alimentação de qualidade ele não precisa de complementos.
Os complementos são úteis em fases especiais da vida do gato, nos primeiros meses de vida, durante a gestação e aleitamento, durante uma doença ou recuperação e na velhice. Mas antes de comprar um complemento pergunte ao seu veterinário, se realmente necessário e qual o mais indicado.

BÁSICOS CASEIROS
Carne: por exemplo galinha, peru, vaca, porco. A carne deve ser sempre cozinhada (cozida) e sem temperos, devido ao perigo de contracção de doenças (toxoplasmose, vermes)
Peixe: sempre cozido, não dar mais do que uma a duas vezes por semana, para o gato não ficar a cheirar a peixe.
Peixe enlatado: atum e sardinhas, em água ou óleo.
Entranhas: fígado, rins, coração, contêm muitas vitaminas, devem ser sempre cozidos. Não dar mais do que uma vez por semana, podem provocar distúrbios digestivos quando dados em grandes quantidades.
Batatas, arroz, massas, flocos, vegetais: sempre cozidos e em pequenas quantidades misturado com a carne, não se esqueça que o gato é um animal carnívoro.
Ovo: mexido, por exemplo. A gema de ovo pode ser dada crua, mas a clara não pois a vitamina B é prejudicial ao gato.


GULOSEIMAS
As guloseimas devem ser tratadas como tal isto é dadas ocasionalmente e em quantidades mínimas, apenas para recompensar o gato ou dar-lhe um miminho de vez em quando.
Queijo.
Iogurte.
Papas de bebé sem gluten: com água são muito apreciadas pelos gatos, principalmente pelos gatinhos bebés na transição para os alimentos sólidos (não junte açúcar)
Fruta: alguns gatos são apreciadores de fruta, outros não, alguns até um gomo de laranja apreciam, claro que a maioria não suporta o cheiro da laranja.

MUDANÇA DE RAÇÃO
Chega uma hora na vida do gatinho em que ele se torna adulto, é também a altura de mudar de ração. Um gatinho deve mudar para ração adulta quando completa um ano e mais tarde deve mudar da ração de adulto para idoso aos 9-10 anos.

Mas como cada gato é um gato é sempre bom pedir a opinião do veterinário quanto a altura mais propícia para mudar a ração e também qual a ração a escolher.

Alguns gatos reagem muito mal à troca de ração, podendo apresentar distúrbios gastrointestinais.
Normalmente quando se muda o tipo de ração - de gatinho para adulto, adulto para idoso ou o sabor - mas não a marca, esses problemas não acontecem.

Já quando se muda de marca de ração, o seu gato pode apresentar problemas que vão desde se recusar a comer até diarreias. Para evitar que isto aconteça, faça sempre uma troca gradual.

Comece por dar 1/4 da nova ração misturada com 3/4 da ração a que ele está acostumado durante 4 a 6 dias. Se ele não apresentar qualquer problema, passe para uma mistura meio a meio por mais alguns dias e depois sirva a nova ração pura.


A ter em conta:
Alguns gatos são alérgicos a determinadas rações. Caso ele faça diarreia ou tenha problemas de pele após a troca gradual, provavelmente ele é alérgico à nova ração. Volte para a marca antiga ou tente outra.

Quando se muda de uma ração de pouca qualidade nutritiva para uma melhor, é normal que seu animal diminua a quantidade de alimento consumido. É que ao comer uma ração mais nutritiva, ele precisa de um volume menor de alimento.

Durante a troca gradual, caso o seu gato escolha os bocadinhos de ração da marca antiga e não coma os grãos da nova, tente triturar as duas. Coloque num saco plástico e esmague com um rolo de cozinha ou almofariz.

Nunca caia na tentação de dar comida caseira se ele recusar a ração nova. Se ele não se adaptar com uma marca, tente outra. Existem inúmeras boas rações no mercado e pelo menos uma, o seu gato deve gostar. Não desista antes de tentar.

Cuidado com a esquisitice do seu gato, alguns gatos querem sempre um parto de ração diferente, e nos como donos dedicados fazemos-lhe a vontade e trocamos de ração vezes de mais, mas a verdade é que ele quer sempre outra, nestes caso escolha uma ração nutritiva e especial para gatos sensíveis mas tente mantê-la, se vir que ele come pouco opte por também lhe dar uma pasta como complemento.

Antes de comprar um saco de 50 kg de uma ração nova, tente obter algumas amostras grátis ou compre pacotes pequenos. Se o seu gato não se adaptar à nova ração, a perda não será tão grande.
Por muito boa que seja a ração, ela estraga-se com o tempo. Se tem um gato que come muito pouco, não faz sentido comprar sacos muito grandes de ração. Para manter a ração seca inalterável, mantenha sempre o saco bem fechado.

Alimentos Perigosos para os Gatos


Os gatos e os cães têm organismos muito diferentes do nosso, ou seja, é preciso não esquecer que eles não são humanos. Os seus estômagos não digerem, ou têm muita dificuldade, em digerir certos alimentos "humanos":

Chocolate 
O chocolate tem teobromina (8 vezes mais no chocolate preto do que no branco). Esta substância vai entrar em choque com o organismo, pode causar desde vómitos e diarreia a aumento da actividade cardíaca ou mesmo ataques de epilepsia.

Cebola, Alho e alho francês 
Interferem com o sistema sanguíneo dos cães e gatos, diminuindo a quantidade de glóbulos vermelhos e provocando degenerescências e anemias. Os sintomas podem ser rápidos ou demorar alguns dias mas o melhor é levar o seu animal ao veterinário o mais rapidamente possível já que, em casos extremos, pode ser necessária uma transfusão.

Cafeína
Geralmente muito tóxica para os animais, com efeitos tanto no sistema nervoso e cardiovascular. Os efeitos secundários mais comuns são vómito, diarreia, alterações cardíacas, tremores, convulsões e mesmo morte.

Bebidas Alcoólicas 
Regra geral não são atractivas para os animais mas estes são muito pouco tolerantes aos seus efeitos adversos. Os sintomas são pouco específicos e passam pela excitabilidade ou depressão exagerada, aumento da frequência de micção, alterações cardíacas e respiratórias e eventualmente a morte. Em caso de suspeita contacte imediatamente um veterinário.

Alimentos ricos em gorduras 
São os preferidos de cães e gatos, mesmo entre as rações, as preferidas são as que têm maior teor de gordura. Mas o excesso de gordura pode causar pancreatite, uma doença grave cujo primeiro sintoma costuma ser o vómito incoercível. A diarreia pode também aparecer e a dor abdominal tende a ser forte o que faz com que os animais andem frequentemente com o dorso arqueado.

Lacticínios 
Não são muito prejudiciais e o iogurte ou queijo fresco até são recomendados. Mas, no geral, são mal tolerados já que os cães e gatos, a partir do desmame, deixam de produzir a principal enzima responsável pela digestão da lactose e assim podem surgir gases ou diarreias. Os produtos extremamente gordos como queijos curados podem originar também pancreatite.

Frutas 
As maçãs, pêssegos, cerejas, alperces ou ameixas podem, ingeridos em grande quantidade, podem causar toxicidade aos cães e gatos, por terem na sua composição, um derivado do cianeto. Os sintomas incluem dilatação das pupilas, hiperventilação e choque.

Abacates 
As folhas, frutos cascas e sementes de abacates contêm o derivado de um ácido gordo – a persina – tóxica para os gatos. Os principais sintomas desta intoxicação incluem dificuldade respiratória, dor abdominal e acumulação de fluidos na cavidade torácica.

Fermento em pó
Constituído por agentes levedantes e bicarbonato de sódio, quando ingeridos em grandes quantidades podem causar desequilíbrios electrolíticos (baixa concentração de cálcio e potássio no sangue e/ou subida do sódio) e, consequentemente, insuficiência cardíaca congestiva ou espasmos musculares.

Adoçante (xylitol) 
Neste grupo também fazem parte os doces, rebuçados, as pastas de dentes, líquidos para higiene bucal e qualquer alimento que possa ter sido confeccionado com este adoçante.

Uvas e passas 
Já foram reportados casos de intoxicação renal em animais que ingeriram uma grande quantidade, não se sabe exactamente qual é a quantidade tóxica. A consequência pode ser uma lesão permanente dos rins.

Pimenta e especiarias
Também são de evitar, podem causar diarreia e indisposição nos gatos. E nada de alimentos confeccionados e picantes, como salchichas, enchidos ou chili.
O Louro e noz-moscada, podem ser tóxicos, mesmo para humanos, quando ingeridos em grandes quantidades. Nenhum deles costuma ser adorado pelos animais mas, em caso de ingestão, poderão causar sintomas nervosos como tremores, convulsões ou mesmo a morte.

Fígado
Os gatos gostam de fígado e este aparece na composição de muitas raçoes e patês mas quando tomado em grandes quantidades, os gatos podem contrair hipervitaminose A, que pode tornar-se um problema muito sério ou até mortal. As quantidades de fígado nas rações e patês são controladas, não sendo maléficas.

Carne, peixe crus
Ainda que os gatos gostem de carne crua, peixe ou ovos, estes são potencialmente perigosos quando ingeridos crus. A carne crua pode conter parasitas e bactérias perigosas. Ao preparar comida caseira para o seu gato, deve sempre cozinhar a carne, de modo a evitar que o animal se exponha à Toxoplasmose, a qual pode estar presente na carne crua.
Um gato alimentado unicamente com peixe pode mostrar deficiência de vitaminas B1 e E, enquanto uma dieta só com carne magra produz deficiências vitamínicas e de cálcio. Algumas espécies de peixes crus – especialmente a carpa e o arenque – contêm tiaminasa, que é uma enzima que destrói a vitamina B1, a qual é eliminada na cozedura.
O peixe enlatado como por exemplo o atum ou as sardinhas não é saudável, excepto em quantidades pequenas como no caso de uma guloseima ocasional. Estes enlatados conservados em óleo são ricos em polinsaturados, os quais são difíceis de serem metabolizados pelos gatos.

Ovos Crus
Os ovos crus, quando dados frequentemente, podem causar uma deficiência de uma vitamina essencial chamada “biotina”. Por precaução quando der ovo cru, ofereça apenas a gema de ovo, a clara não pois a vitamina B é prejudicial ao gato.

Outros alimentos que podem ser tóxicos. 
Nozes
Sementes de maçã
Caroços de frutas, especialmente de pêssego, nectarinas, alperce, ameixas e cerejas
Alimentos com bolor (fruta, pão, leite azedo)
Sementes de mostarda
Folhas de Ruibarbo
Folhas e caules de Tomate

Ração para cão 
Não se deve dar comida para cão ao gato. A comida para cães é nutricionalmente deficiente para os gatos. Os gatos necessitam de quase mais 5 vezes proteínas que os cães. Contudo, ao contrário dos cães, os gatos não armazenam proteína excessiva e precisam de a repor quase diariamente. Além disto, a comida para cães é deficiente num aminoácido muito importante para os gatos, chamado “taurina”. Uma dieta deficiente me taurina pode levar à cegueira, problemas de reprodução, cardiomiopatia a mesmo morte resultante de um ataque cardíaco. Os gatos também necessitam de tomar diariamente vitamina B em maior quantidade do que os cães.