Raças de Gatos - Persa


Até meados do século XVI não se conhecia a existência de gatos de pêlo longo na Europa. Os primeiros antepassados documentados do persa vieram da pérsia, importados para Itália, no ano de 1620, pela mão de Pietro della Valle e, quase na mesma época, Nicholas-Claude Fabre Peiresc importou-os para a França, provenientes da Turquia, provavelmente do tipo Angorá branco. Estes gatos foram muito apreciados pela aristocracia europeia. Luís XV possuía um persa Angorá branco.

Na primeira metade do século XIX, alguns gatos criados em Itália e introduzidos em França foram cruzados com gatos persa de origem turca. No fim do século XIX, o persa foi aperfeiçoado segundo os padrões, por Harrison Weir. A constituição entroncada originária ainda é uma marca essencial da raça, embora outras características tenha sido alteradas.

A primeira descrição precisa da raça aparece no famoso livro de história natural de Georges Louis Leclerc Buffon (1707-1788). Em 1871, Harrison Weir organizou a primeira exposição de felinos no Palácio Cristal, em Londres, onde participaram a rainha Vitória (2 exemplares azuis) e o Príncipe de Gales (posteriormente Eduardo VII) como patrocinador fornecendo um prémio especial.

Caracteristicas

Descrição Geral:
A cabeça deve ser redonda e muito maciça, com caixa craniana muito ampla e larga. O rosto deve ser redondo, com expressão doce. As mandíbulas devem ser fortes e poderosas, com bochechas cheias e proeminentes e a oclusão deve ser perfeita. O nariz pequeno deve ser quase tão largo quanto comprido, com um stop bem definido entre os olhos. Os olhos devem ser grandes, expressivos e redondos e colocados distantes um do outro; com a cor em conformidade com a cor da pelagem, dá-se preferência a cores mais ricas e profundas.

As orelhas são bastante pequenas e devem estar colocadas baixas na cabeça, acompanhando o contorno redondo. O peito deve ser profundo; igualmente maciço entre os ombros e as ancas com um abdómen curto e arredondado e costas rectas. A cauda deve ser curta e carregada em um ângulo mais baixo do que as costas, mas nunca curva ou a arrastar no chão. Vistos de frente, as pernas devem ser curtas e rectas, perpendiculares à largura do peito, realçando a aparência robusta. O gato deve ser firme ao toque, sem, no entanto, ser gordo. A aparência geral deve ser a de um gato bem equilibrado e balanceado, o conjunto dando a impressão de robustez e poder. A pelagem deve ser cheia de vida. Deve ser longa em todo o corpo, inclusive na altura dos ombros. O colar deve ser imenso e continuar em uma profunda franja entre as patas dianteiras. Variações sazonais de pelagem devem ser consideradas.

Deve apresentar excelente saúde e boa tonicidade muscular. Todas as partes do corpo devem estar bem proporcionadas.

Peso: 3.5 a 7kg.

Cabeça
Formato: redonda, larga, abobadada.
Tamanho: médio a grande, proporcional ao corpo.
Perfil: pequeno, nariz achatado, stop definido entre os olhos. Testa, nariz e queixo na mesma linha recta.
Nariz: curto e largo (tipado), com um stop evidente.
Crânio: redondo, amplamente largo.
Bochechas: cheias e proeminentes.
Mandíbulas: largas e poderosas.
Queixo: forte, cheio, bem desenvolvido; perfeitamente encaixado e proporcionado em relação ao rosto.
Expressão: doce.

Olhos
Formato: redondos.
Tamanho: grandes, cheios.
Colocação: colocados distantes um do outro.
Cor: Brilhante e profunda. De acordo com a cor do manto: ouro a cobre para todas as cores, verde para o chinchila e azul para a variante colourpoint e também branco.

Orelhas
Formato: pequenas, arredondadas na ponta, espaçadas, com tufos de pêlo no interior.
Tamanho: pequenas.
Colocação: colocadas distantes uma da outra, seguindo o contorno da cabeça.

Pescoço
Comprimento: curto e forte.
Tamanho: grosso, bastante musculoso e poderoso.

Corpo
Formato: cobby: médio, maciço, firme, bastante redondo.
Tamanho: médio a largo.
Ossatura: robusta, grande e em proporção com o corpo.
Musculatura: firme e bem desenvolvida.
Costas: curtas e planas.
Patas: curtas e robustas, tufos de pêlo entre os dedos.
Cauda: curta, e bem proporcionada ao corpo, bastante peluda formando um penacho, a cauda do persa é normalmente baixa.

Pelagem
Comprimento: longa.
Textura: macia e sedosa.
Considerações Gerais: deve ser densa e brilhante, colar farto (10 a 20 cm). Deve-se levar em conta variações sazonais

Cores: todas as cores são aceites (consulte as cores do gato)

Defeitos
Cabeça: longa ou estreita; longo nariz romano, focinho fraco, prognatismo inferior ou superior severos, deformidades na mordida.
Assimetria: já que a natureza nunca cria uma estrutura absolutamente simétrica, deve ser aceita uma estrutura de cabeça obviamente assimétrica (boca nariz ou outros elementos tortos ou descentrados). Eventuais assimetrias devem ser penalizadas de acordo com a gravidade do problema.
Olhos: pequenos, colocados obliquamente ou demasiadamente próximos; cor pálida.
Orelhas: grandes, pontudas; demasiadamente inclinadas, oblíquas à cabeça ou colocadas demasiadamente próximas.
Corpo: peito estreito, costas longas, flancos achatados; pescoço longo e delgado; cauda desproporcionadamente longa; pernas longas, leves ou arqueadas; pés ovais ou dedos separados; tônus muscular debilitado e fraco.

Temperamento
Os gatos Persa são dóceis, meigos, observadores, preferindo uma casa com ambiente seguro e tranquilo. Mas nada impede que este felino se adapte à residências mais barulhentas e movimentadas.

Tudo o que ele precisa é muito carinho e confiança. Adapta-se perfeitamente à solidão e a uma vida de apartamento. Na verdade o seu pêlo não está preparado para a rua. É bastante dado ao seu dono, adapta-se bem a pessoas, crianças, outros gatos e outros animais. Face a estranhos pode mostrar-se mais distante, mas calmo.

Crescimento
Atinge a puberdade bastante tarde, mais ou menos aos 12 meses (altura em que a gata tem o primeiro cio e o gato começa a interessar-se por gatas, podendo marcar território). A maturidade chega aos dois anos. As gatas costumam ter partos difíceis e com baixo número de crias.

Problemas de Saúde típicos
os gatos mais apurados com um nariz muito achatado têm olhos continuamente lacrimejantes. Anomalias na dentição. O tamanho da cabeça das crias pode provocar problemas no parto.

Cores de Gatos - Bicolores



Este padrão apresenta branco e outra cor e está dividido em três variantes que são definidas de acordo com a quantidade de branco.



Padrão Bicolor
O pêlo tem duas cores: 1/3 de branco, o resto de uma cor sólida que pode ser azul, preto, creme, vermelho, chocolate, lilás, tartaruga. Também nas variantes smoke e tabby.



Padrão Arlequim
A pelagem tem duas cores, mas neste caso predomina o branco, 1/3 de cor que pode ser azul, preto, chocolate, creme, vermelho, lilás, tartaruga. Também nas variantes smoke e tabby, o resto é branco.



Padrão Van
O pêlo tem duas cores: o corpo é todo branco, tem manchas de cor na cauda e cabeça, estas manchas podem ser azul, preto, chocolate, creme, vermelho, lilás, tartaruga. Também nas variantes smoke e tabby.

Raças de Gatos: Abissinio



Origem e História
Diz-se que a raça Abissínia é uma das mais antigas raças de gato de que há memória.
Há muitas lendas acerca das origens destes gatos misteriosos. Conta-se que esta raça foi trazida para a Europa por volta de 1860 pela mulher do oficial inglês, o Capitão Barret-Lennard que estava colocado na Abissínia, hoje conhecida como Etiópia. O gato da sua esposa chamava-se Zulu. Os ingleses foram os primeiros a criar esta raça e foi só depois da 2º Guerra Mundial que a raça começou a ser reconhecida internacionalmente.

Esta raça foi oficialmente reconhecida em 1982, onde até então tinha várias designações: Espanhol, Russo, Estriado, Lebre ou Bunny Cat (gato coelho), por se pensar que esta raça resultava do cruzamento entre um gato e um coelho bravo. Hoje em dia há quem lhe chame "Filho dos Deuses" devido à sua semelhança com os gatos sagrados do antigo Egipto.

Características e Cores
Os gatos Abissínios são muito esguios, ágeis e musculosos, têm um manto estriado invulgar, tipo selvagem, curto. Existem dois tipos de Abissínios: o Americano e o Europeu. O que os distingue é o formato da cabeça. O Americano tem a cabeça mais curta e um perfil mais arredondado que o Europeu. Apresenta um padrão da pelagem chamada ticking. Este padrão caracteriza-se pela presença de duas ou mais pequenas faixas, com tonalidade mais escura, na ponta de cada pêlo.
Cores: azul, vermelho, canela, chocolate, lilás, creme, creme e castanho-amarelados.

Temperamento

Os Abissínios são gatos tímidos, de miado baixo semelhante ao som de um sino. e adaptam-se às pessoas com facilidade. A sua excelente memória torna-a numa das raças mais inteligentes. São independentes e aprendem com rapidez. Têm um andar macio, temperamento forte, comportamento activo e costumam conviver bem com os cães. Diferentes da maioria dos gatos, são apaixonados pela água, da qual se aproximam quando têm oportunidade e onde, às vezes, nadam. O macho assume facilmente as tarefas com os filhotes quando a mãe se ausenta. Tem voz suave e é bastante silencioso.

Cores de Gatos - Tartarugas


 Inclui gatas com pêlo de cores misturadas. Só as fêmeas são tartarugas, se nascer um macho de cor tartaruga, o que é muito raro, este será infértil.

Variantes:
Tartaruga clássica (preto e creme / vermelho)
Tartaruga chocolate (chocolate e creme/vermelho)
Tartaruga azul (azul e creme)
Tartaruga lilás (lilás e creme)

Raças de Gatos - Chartreux



Origem e História
Alguns registos antigos revelam-nos que o gato de Chartreux chegou a França há cerca de 400 anos, a bordo de um navio proveniente do Oriente, tendo-se introduzido desde então neste país, especialmente em três regiões: na Belle-île-en-Mère, na floresta de Lyons (Normandy) e também na região de Paris.


Existem igualmente documentos que nos dão conhecimento que o gato de Chartreux nos séculos XVIII e XIX eram reproduzidos para comercialização da sua carne, sendo a sua pele também vendida pois o seu magnifico pelo duplo e lanzudo parecia-se muito com o da lontra. Estes acontecimentos iam levando a raça quase à extinção.

Felizmente no final dos anos trinta, graças a alguém que se interessou pela reprodução selectiva dos gatos de Chartreux, esses maus dias passaram. As duas irmãs Christine et Suzanne Leger devido a razões de saúde instalaram-se na Belle-île-en-Mère onde apanharam um casal de gatos de rua aos quais chamaram Marquise e Coquito

O primeiro standard da raça de Chartreux foi reconhecido em 1939, e então, o conhecido gato azul de França tornou-se mais conhecido e representado na Europa ocidental. A selecção cuidadosa, entretanto, não foi feita de uma maneira muito profissional. Diversos criadores de felinos europeus cruzaram o Chartreux com persas para apurar a cor dos olhos e outros tiveram a péssima ideia de os cruzar com o azul inglês de pelo curto

Ainda existem muitos criadores que colocam à venda Chartreux como sendo puros o que não corresponde á verdade. Consequentemente é muito importante que antes de adquirir um exemplar desta raça se possa estudar com cuidado o pedigree de cada gato para verificar se não está a ser enganado

Em 1970 a Fife (Federação Internacional Felina) decidiu agrupar o Chartreux e o Azul Inglês de pelo curto no mesmo standard, e só após grandes protestos de pessoas com paixão pela raça Chartreux, como o Sr. Jean Simonnet, que publicou em 1972 um livro intitulado " Etude sur le chat des Chartreux ", o standard do gato de Chartreux foi renovado pela Fife em 1977. Desde então a raça pura de Chartreux tornou-se novamente disponível em França e noutros países da Europa. Actualmente podem encontrar-se bons representantes da raça em países da Europa como a Bélgica e a Suíça.

Características e Cores
Peito largo e musculatura forte, ventre peludo, pêlo: curto, lanoso e macio de cor cinza-azulado, olhos: todas as tonalidades, do amarelo-ouro ao alaranjado.

Temperamento
Embora seja dotado de um temperamento muito forte, é pouco dado a mostrar os seus sentimentos. Acompanha com prazer o seu dono num passeio podendo mesmo transformar-se num guarda vigilante. Para aqueles que lhe demonstram carinho e paixão são de uma devoção e fidelidade só comparáveis às do nosso bem conhecido siamês. Eles seguem-nos para todo o lado confortando-nos quando estamos doentes ou tristes. Existem testemunhos que também são capazes de se deixar morrer em caso de ausência prolongada do seu dono. Contudo tamanha devoção nunca se torna abusiva. Não exigem a sua atenção continuamente e ficam satisfeitos se puderem sentar-se tranquilamente quando o seu dono está ocupado. O Chartreux é o gato menos falador de todas as raças.

Muitos Chartreux são completamente mudos: são bastante "ronronadores" mas miam muito pouco. Tem tendência para sofrer em silêncio pelo que os seus donos devem estar bastante atentos, estas situações que podem passar desapercebidas por períodos longos. Os Chartreux são calmos e atentos a tudo o que os rodeia. Eles observam bastante antes de se precipitarem em qualquer coisa que os intrigue. São tolerantes e delicados com os desconhecidos, as crianças pequenas, e os outros animais. Preferem retirar-se dos conflitos a tornarem-se temíveis ou agressivos.

Raças de Gatos - Maine Coon



Origem e História
Existem muitas lendas relacionadas com esta raça.
Uma teoria popular diz que os Maine Coon surgiram quando Maria Antonieta trouxe os seus seis gatos para Wiscasset, no estado de Maine, para escapar à Revolução Francesa. Há ainda quem tenha a convicção que estes gatos imponentes têm na sua linhagem, raças descendentes do gato Norueguês da Floresta trazidas pelos Vickings há centenas de anos atrás.

O Maine Coon é uma das raças mais antigas da América do Norte sendo reconhecida há mais de 1 século. Esta raça é originária do estado do Maine, nos EUA. Inicialmente admitiu-se que esta raça fosse resultado de acasalamentos entre gatos selvagens domesticados e guaxinis, daí o nome Coon, embora se saiba hoje que tal não era possível. Alguns amantes de gatos estão convencidos que os gatos de pêlo comprido tivessem sido levados para cidades costeiras a fim de serem trocados por produtos. Do acasalamento entre estes gatos e gatos domésticos locais terá resultado esta bela raça tal como a conhecemos hoje.

Características e Cores
O corpo deve ser musculoso e longo; a cabeça larga mas pequena comparada com o corpo; orelhas altas, largas e cheias de pêlo; olhos grandes e ligeiramente inclinados, de coloração amarelada ou de cor que combine com a da pelagem (verde, ouro ou cobre); nariz alinhado com o lábio superior e sem fissuras; pernas largas e fortes e cauda/grande, de comprimento igual à medida dos ombros à garupa.

O seu manto é espesso, dando a impressão de que o Maine Coon é bastante corpulento, a pelagem não é tão longa como a do Persa, mas pesada e/sedosa, com pêlos soltos que caem suavemente pelo corpo, curta no pescoço aumentando em direcção à cauda (em forma de penacho), bastante longa no estômago e nos quartos traseiros. Dificilmente se embaraça, para tal basta penteá-lo 1 vez por semana.

Embora haja uma crença de que estes gatos atingem aproximadamente 13,6 kg de peso, isso não passa de um mito. Estamos sim na presença de felinos altos, musculosos, com uma grande estrutura óssea, cujos machos adultos podem atingir cerca de 6 a 8 kg e as fêmeas pesam entre 4 a 5kg. Se aliarmos a toda esta estrutura uma larga camada de pêlo estamos certamente a admirar um grande e belo gato.

Cores: É reconhecido em todas as cores excepto nos padrões Siamês, Birmanês, cor de chocolate, canela, lilás e castanho - amarelado.

Temperamento
São animais de companhia doméstica perfeitos, extrovertidos, brincalhões e divertidos, apesar das suas avultadas proporções, são muito meigos.

Os Maine Coon têm um desenvolvimento lento, e só atingem o seu tamanho final quando têm entre três e cinco anos de idade. A sua disposição e carácter de criança mantém se durante toda a sua vida.

A sua voz diferencia-se da maioria dos outros gatos, por ser rara e variada, assemelhando-se a um chilrear. Raramente miam, e quando o fazem é de uma forma tão suave que é desproporcional ao seu tamanho.

Para além de ser um grande amigo do Homem, tem grandes parecenças com os humanos, pela forma especial como usam as garras, fazendo-as parecer mãos. Eles apanharão um biscoito ou um brinquedo no ar, utilizarão as garras para "pegar " em comida ou até mesmo tocarão na face dos seus amigos humanos. Ele dorme das formas mais engraçadas e gosta de se enroscar, das maneiras mais estranhas, nos lugares mais esquisitos. É um gato bastante saudável e que suporta temperaturas rígidas. Gosta de liberdade para explorar o ar livre, um jardim espaçoso, mas, caso seja castrado, vive perfeitamente feliz dentro de um apartamento

Raças: Ragdoll



O Ragdoll foi criado e baptizado pela criadora norte-americana Ann Baker, no início da década de 60.
A raça foi desenvolvida a partir de uma gata chamada Josephine, muito parecida com um Angorá, e depois com a introdução de gatos com características do Sagrado da Birmânia.

O Ragdoll fica tão relaxado quando deitado que lembra uma boneca de pano, mole e flexível, daí o seu nome, que em português significa: Boneca de Trapos. Isso acontece devido à sua atitude despreocupada com as pessoas o que lhe permite ficar relaxado quando lhe pegam.

Características
Os Ragdolls são grandes e volumoso. Os Ragdolls nascem brancos, as suas cores e padrões começam a aparecer quando eles têm por volta de 10 dias. A sua coloração e desenvolvimento definitivos só são alcançados aos 2 ou 3 anos. Os Ragdolls têm o pêlo parecido com o do coelho.

Têm olhos azuis, as suas cores variam no padrão colourpoint: seal, blue, red, cream, lilac e chocolate.

Temperamento
Nos seus primeiros tempos, os Ragdolls tinham a fama de ser insensíveis à dor, o que é errado; esta crença surgiu quando a fêmea branca original de pêlo longo deu a luz seus filhotes, após ter sofrido ferimentos num acidente de trânsito.

Os Ragdolls têm uma personalidade única. Eles são amáveis, serenos e quietos. Adoram viver com pessoas. Fazem uma companhia perfeita para crianças. São gatinhos muito dóceis e não brigam com outros gatos. Os ragdolls têm muitas características atribuídas aos cães: vão buscar objectos, são leais com o dono, seguindo-os por todos os lugares, ficam atentos e curiosos com tudo o que eles fazem e são muito devotados.

Raças de Gatos: Esfinge



Origem e História
O Sphynx, não e fruto de manipulações genéticas. O gene responsável pela sua nudez é a « alopécia hereditária » e é recessivo. No ano de 1966 em Ontário no Canada, uma gata de quinta deu a luz numa ninhada um gato totalmente nu. Noutra ninhada seguinte voltou a acontecer o mesmo, então estes gatos deram origem a uma nova raça que começa por ser baptizada como Gatos da Lua, de seguida como Canadiano Nu e finalmente como nome que tem actualmente SPHYNX.

Características e Cores
O Spynx é um gato de corpo musculado de aparência fina mas de ossatura forte.
Cabeça – Angulosa de forma triangular com a fronte plana e com rugas, maçãs do rosto bem salientes,
Nariz – Largo, curto e com stop bem definido.
Olhos – Grandes em forma de limão, um pouco oblíquos, bem espaçados, e com um olhar muito expressivo.
Orelhas – Grandes, quanto maiores melhor, bem afastadas e largas na base, com os bordos arredondados.
Patas - Devem ser longas, finas e musculosas, com os pés ovais de dedos longos, com almofadas bem espessas.
Pele – O mais nua possível, com uma textura que lembra a camurça ou a pele do pêssego, quente ao toque e muito agradável de acariciar, deve conservar rugas no pescoço, peito e patas. Só são admitidos pelos na base das orelhas, nariz, ponta da cauda e testículos. (A falta de rugas também é penalizada em exposições.) A pele do sphynx transpira como a do homem. Os gatinhos nascem com a pele muito enrugada.

Todas as cores e padrões são admitidos. Cauda – Longa e afilada. Características

Temperamento
O Sphynx é um gato muito afectuoso até possessivo, muito agarrado ao seu dono, tipo «pote-de-cola» adora ser mimado. É um gato vivo sociável, muito inteligente, enérgico, muito brincalhão e nunca agressivo.

Raças de Gatos - Inglês de pêlo curto



Origem e História
A mais antiga raça genuinamente britânica, cujas origens remontam aos gatos dos tempos romanos que os trouxeram há mais de 2.000 anos, dando origem a gatos de trabalho, de rua e de quintal, por todas Ilhas Britânicas.

A Grã-Bretanha passou a ter um tipo característico de gatos, pois fica isolada do Continente Europeu. Os gatos romanos tiveram que passar por algumas mudanças evolutivas para que pudessem se adaptar ao frio e à humidade do clima "quase-ártico" da Grã-Bretanha em tempos antigos. Por isso desenvolveram este pelô espesso, criando uma camada de gordura, directamente abaixo da pele, o que promove um excelente isolamento contra o frio.

O pêlo, somado à gordura debaixo da pele, dá ao British de hoje esta aparência arredondada, que é particularmente observada nos gatos machos adultos, o que só é alcançado bem mais tarde do que em outras raças, pois só atingem a maturidade entre os três e quatro anos.

Harrison Weir foi o responsável por tornar a criação de gatos uma arte apurada. O resultado de suas experiências tornou o British Shorthair preto o gato mais popular das exposições no Crystal Palace, em Londres, no fim do século XIX. A popularidade desta raça continuou até que os gatos Persas chegaram a Inglaterra. Durante a Primeira Guerra Mundial, o desenvolvimento do British Shorthair, foi interrompido. Quando se retomou a criação selectiva, após a guerra, foram necessários anos de atencioso trabalho e controle apurado para que o desenvolvimento da raça pudesse ser considerado satisfatório.

Características e Cores
O British é um gato de tamanho médio para grande; com um corpo musculoso, semi-arrendondado, com um tórax poderoso, cheio e largo; ombros e quadris largos, pernas curtas e fortes, patas arredondadas e um rabo espesso, dando uma aparência atarracada e roliço. A cabeça é larga, com um queixo firme e um largo focinho e redondas bochechas. Os olhos acobreados devem ser grandes, redondos e expressivos, ampliando a cara. As orelhas são de tamanho médio, arredondadas e bem separadas. O nariz é largo, curto e arrebitado. Se for correctamente proporcionado, o crânio e o focinho devem se apresentar com uma forma circular.

Um British é conhecido por seu singular pêlo, que deve ser curto, firme e denso, com a textura e sensação de um bom veludo.

Hoje encontramos uma grande variedade de cores e padrões de pelô nos British. Embora o azul (cinza azulado) seja a cor mais conhecida e a mais popular e, por causa da demanda, a mais cara, existem desde uma só cor uniforme (creme, vermelho, preto e até chocolate e lilás), tabbies, bicolores, tartaruga e também colourpoint.

Temperamento
O British tem personalidade extremamente doce, adorável, afável e tranquila. Esta raça tem sido descrita como sendo a raça de gato mais próxima ao temperamento de um cachorro.

Ele é sereno e calmo, dificilmente é abalado ou perturbado, parece que nada o aborrece, a sua vocalização é muito baixa. É um animal de estimação ideal tanto para casas quietas assim como para casas cujas pessoas são ocupadas, que não pode oferecer muitas horas de atenção. Por causa de sua estrutura resistente, os homens são muitas vezes atraídos por este poderoso gato:"o perfeito gato do homem". Um típico comentário masculino pode ser:"Este sim é um gato!".

Raças de Gatos - Bengal



Origem e História
O Bengal desenvolveu-se a partir de um programa americano de 1963, em que a geneticista Jean Sugden cruzou um macho doméstico com uma fêmea de leopardo asiático, tentando transferir as marcas do gato selvagem para uma raça doméstica. Assim, o Bengal é o único felino híbrido doméstico. É o resultado do cruzamento entre felinos selvagens do extremo oriente com gatos de raça pura, criteriosamente seleccionados.

O termo Bengal foi criado por William Engler, membro do Clube do Ocelote de Long Island, deve-se provavelmente ao nome científico do leopardo asiático (Felis prionailurus bengalensis).
A era do entusiasmo pela raça iniciou-se em 1985, quando Jean Mill exibiu os seus Bengalis — derivados das linhas de sangue de G. Meredith — em exposições da TICA, na categoria "New Breed and Color". Rapidamente a raça tornou-se o pet nacional nos EUA, ganhando em popularidade mesmo de raças tradicionais como o American Short Hair e os Maine Coon.

Características e Cores
Com aparência de fera, o bengali possui porte de médio a grande. O seu corpo é musculoso e insinuante, tem os quadris levemente mais elevados do que os ombros. Além disso, sua cabeça é cuneiforme com contornos arredondados e um pouco mais comprida do que larga, exibindo um nariz largo, coxins dos bigodes e bochechas proeminentes. As orelhas, de dimensões que vão do médio ao médio a pequeno, são curtas, largas na base, com as pontas arredondadas. Os olhos são azuis.

Dependendo da linha de sangue podem ser um pouco maiores que a maioria dos gatos pêlos curtos de raça. Quando adultos os machos costumam pesar por volta de 5 a 5,5 Kg e as fêmeas variam entre 3,5 a 4 Kg.

Cores: com manchas de leopardo ou marcas em tabby castanho.

Temperamento
O Bengal é inteligente, curioso, divertido e se relaciona bem com crianças e adultos. Também mantém um contacto bastante sociável com animais de outras espécies. Dentro de suas principais características está o facto de ser óptimo caçador e apreciar actividades na água. O seu temperamento é dócil, não desafiador, nem intimidante. Ele pode exibir temor ou impulso em fugir ou até miar alto em protesto, mas nunca demonstra receio ou é ameaçador. Os Bengalis são confiantes, amistosos, curiosos e alertas. Óptimos como companhia dentro de casa.

Raças de Gatos - Munchkin


Origem e História
Os anões surgem em muitas espécies e os felinos não são excepção. O Munchkin é resultado de uma mutação e sua criação gera muitas controvérsias.
Não se sabe ainda se o nanismo desta raça lhe causa problemas de saúde, mas o facto é que os Munchkins se tornaram célebres em todo o mundo. Para Paulo Ruschi, juiz internacional e vice-presidente da World Cat Federation (WCF), "o Munchkin parece um gato mutilado. Não tem a graça e a agilidade de um gato normal que pula, sobe em cadeiras e camas. Não gosto de vê-los. Felizmente na WCF não aceitamos esta raça. Se aceitássemos, estaríamos a estimular esta deformidade".

Há registos de gatos de patas curtas anteriores à Segunda Guerra Mundial, na Rússia, Alemanha e Grã-Bretanha. Devido ao hábito de se sentarem nas patas traseiras de forma semelhante a cangurus em alerta, ficaram conhecidos como o gato canguru (Stalingrad kangaroo cat) a partir de 1953.

A raça é resultado de uma mutação espontânea no código genético felino que introduziu um gene similar àquele que produz cães Dachshunds e Basset Hounds. As pernas do Munchkin têm um terço do tamanho de uma perna normal de gato. O termo Munchkin, em inglês, significa pessoa muito pequena ou criança.

Características
O físico pode ser tanto de pêlo longo quanto curto. Encontramos uma grande variedade de cores e padrões de pêlo nos Munchkins.

Temperamento: É dócil, sociável e amável. É activo como outros gatos, mas não salta tão alto devido à pequena altura das suas pernas. É muito curioso e brincalhão. É comum vê-lo apoiado sobre as patas de trás como um hamster.

Raças de Gatos - Bombay


Historia 
O Bombay de indiano só tem o nome, foi criado pela senhora Nikki Horner uma Americana que cruzou birmaneses zibelinos com gatos americanos de pêlo curto negros. Em 1976 foi reconhecido como raça.

Características 
O gato Bombay é de porte médio, bastante musculoso, com uma cabeça arredondada e orelhas de tamanho médio com pontas ligeiramente arredondadas A pelagem do gato Bombay é curta, preta e bastante lustrosa, com um brilho quase vítreo. Os olhos do gato Bombay também chamam a atenção pela cor bastante peculiar, o amarelo e o cobre-escuro e o focinho é mais curto comparado a outras raças de gatos de pêlo curto.
Nos gatinhos, cor demora um pouco para ficar firme, assim como os olhos, que têm como cor definitiva o cobre ou dourado, apesar de nascerem com olhos azuis e ficarem com cor acinzentada antes da cor definitiva.

Temperamento 
É um gato não muito activo, mas muito brincalhão e ágil, de fácil convivência, inteligente, afectuoso e muito dado ao dono, por vezes é um pouco excessivo.
Gosta muito da companhia de humanos e de muita atenção, aceita bem crianças e pode ser, também, tolerante com cães. é uma raça de gato muito equilibrada, de temperamento calmo e tranquilo, não costumam miar sem motivo e são muito afectuosos.

Gatos e Cores - Cores Solidas


Os gatos com o padrão de cor solida, podem ser machos ou fêmeas e têm o pêlo de uma só cor. As cores que existem são o branco, preto, azul, creme, vermelho, chocolate e lilás.

Raças de gatos - Sagrado da Birmânia


Historia
A história do Sagrado da Birmânia é ilustrada por uma das mais belas lendas do mundo felino.
Na Birmânia, no templo de Lao Tsun, um homem chamado Mun Ha consagrou-se ao culto da deusa Tsun Kyan Kse, a deusa de olhos azuis safira. Mun Ha estava acompanhado de 100 gatos brancos, sendo o seu favorito “Sinh”. Certo dia o templo foi assaltado por ladrões que acabaram por mata-lo. Imediatamente depois da sua morte, o gato “Sinh” saltou sob o corpo do monge fixando o olhar na estátua da deusa Tsun Kyan Kse. E assim se fez o milagre: o seu manto adquiriu um tom dourado, como a luz emitida pela deusa; os seus olhos tornaram-se azuis como os da mesma deusa; a máscara e cauda tomaram o tom castanho da terra. As patas, que repousavam sob o corpo do seu dono mantiveram-se brancas imaculadas.

Na manhã seguinte, os 99 gatos restantes adquiriram as mesmas características de “Sinh”. Na altura, acreditava-se que as pessoas boas, depois de morrerem, reencarnavam na forma de gato, sendo por esse motivo especialmente protegidos pelos monges, que têm grande tradição de não fazer mal a qualquer animal, independentemente da sua espécie ou perigosidade. Desde então estes gatos passaram a ser considerados sagrados.

As origens destes gatos são ainda um mistério e a lenda confunde-se com a realidade, tendo somente aparecido recentemente na Europa. Pensa-se que viajantes ingleses trouxeram um casal destes gatos de um templo da Birmânia.

Estudiosos indicam que a raça foi seleccionada na região francesa de Midi, entre 1923-24. O Sagrado da Birmânia fez a sua primeira aparição pública em 1926 numa exposição em Paris.

A designação Sagrado da Birmânia passou a ser adoptada em 1950 para evitar confusão com a raça Burmês. Em 1960 a raça foi introduzida nos Estados Unidos e em 1965 na Inglaterra, onde foi oficialmente reconhecida e rapidamente se tornou popular.

Aspecto geral:
O sagrado da Birmânia é considerado uma das mais belas raças de gatos. O standard da raça descreve-o como um gato de pêlo semi-longo, colorpoint com as patas brancas. Aparência imponente, onde sobressaem os olhos grandes, quase redondos, bem distanciados e de um azul o mais intenso possível (o tom azul safira é o ideal). De tamanho médio, possuiu uma forte ossatura e peso em relação ao seu tamanho. As fêmeas são mais pequenas que os machos e é um gato musculoso e de formas perfeitamente equilibradas. Peso varia de 4,5 a 8 kg e o pêlo fino e comprido à volta do pescoço formando um colar. O porte da cauda é erguido, sendo esta bem fornecida de pêlos em pluma. As patas são brancas e têm as chamadas luvas tanto nas dianteiras como nas traseiras; estas devem ser de branco puro devendo terminar na articulação ou na transição dos dedos para o metacarpo. Na parte de trás das patas as luvas terminam em ponta, são como um V invertido e não devem ultrapassar metade ou três quartos da altura até à articulação (a simetria das luvas é muito importante).

Cores reconhecidas:
As cores reconhecidas são: Seal, Blue, Red, Cream, Chocolate, Lilac em point; o tabby encontra-se em todas as cores com um efeito tigrado; o tortie somente para as fêmeas.

Temperamento:
Gato amável e afectuoso (principalmente os machos) que adora a companhia dos seres humanos. É calmo, equilibrado, não sendo passivo nem exuberante. Sociável com os seus congéneres e com os cães. Brincalhão, é um companheiro agradável para as crianças, mas aprecia também a paz e a tranquilidade. Por vezes é um pouco possessivo, não suporta a indiferença e muito menos a solidão. Possuiu voz suave. No exterior, mostra-se robusto, desportivo e um excelente caçador.

Agradeço à Anabela Alves do Gatil Reino da Seda pelo texto disponibilizado.