O gato alérgico


Os gatos podem sofrer de vários tipos de alergias. Um gato alérgico, geralmente possui mais de uma alergia. As alergias dos gatos possuem causas semelhantes as das alergias humanas.

Alergia respiratória
É causada por partículas em suspensão, como pólen, que irrita as vias aéreas e os pulmões. Também pode ter como causa: fumo, fumo de cigarro, purificadores de ambiente em aerossol, perfumes.
Pode causar descamação, pústulas, ou áreas ulceradas na pele, associadas aos sintomas asmáticos. O teste para alergia respiratória é feito com Teste Intra dérmico. Também se faz uso de biopsia, em casos mais difíceis.
O Tratamento faz-se com anti-histamínicos e os casos mais severos com corticosteróides, que pode ter efeitos colaterais.

Alergias de contacto 
Se manifestam quando o gato tem contacto prolongado com alguma substância que não tolera. Como por exemplo: plantas, especialmente as de folhas oleosas, limpa-tapete, madeira, poeira doméstica, jornal, carpetes, comedouros de plástico (acne felina), lã, alguns tecidos sintéticos, entre outros. Sinais de alergia: Dermatite, mudanças de pigmentação ou erupções na pele. Ocorrência mais comum no queixo, orelhas, dobras de pele, abdómen, sob as unhas, axilas e ao redor do ânus.

Alergias a drogas e medicamentos 
Alguns gatos reagem mal a certas drogas como antibióticos e anestesia. Medicamentos que podem causar erupções de pele: penicilina, tetraciclina, neomicina, vacina para panleucopenia. Cada droga causa sintomas diferentes, e os sintomas diferem de gato para gato. Não há como predizer como um gato reagirá.
Anti-histamínicos ou corticosteróides são usados para eliminação dos sintomas de alergia, após a interrupção do uso da droga.

Alergia à comida 
Entre 5 e 10% das causas de alergias. Assim como as alergias por contacto, a alergia à comida se manifesta como dermatite e intensa comichão, mas em alguns casos pode ocorrer vomito e diarreia. Também pode apresentar oleosidade excessiva na pele, inflamação de ouvido ou queda de pêlo. Os gatos têm alergia alimentar, não tanto com relação as substâncias químicas preservativas, mas aos grãos, carne e lacticínios usados na sua fabricação. A alergia à comida não aparece do dia para a noite. Pode levar de 1 a 10 anos de exposição para ocorrer. Mais de 80% dos gatos com alergia alimentar ingeriu a substância por mais de 2 anos.
Teste para alergia alimentar deve ser feito em gatos com qualquer sinal crónico de alergia. O teste é feito, dando uma única fonte de proteína que o gato ainda não tenha comido antes. Já existem rações hipo alérgicas, a base de borrego, coelho e outras carnes que não são normalmente utilizadas na fabricação de ração para gatos, mas que têm menos iscos de alergia. Após 8 semanas já se pode dizer se o animal é ou não alérgico.

Pulgas e outros parasitas


PULGAS
Um dos problemas que aflige os donos de gatos são as pulgas, estas podem aparecer mesmo em gatos que não saíam de casa e uma vez o problema instalado requer um tratamento eficaz para a sua eliminação e posterior prevenção.
A primeira medida a tomar é estar sempre alerta ao pêlo do gato, quando estiver a escova-lo procurar pequenas “vírgulas “ pretas, que são um sinal de pulgas, se o gato tiver pêlo escuro é mais difícil de detectar, portanto esteja atento.

Uma vez provada a presença das pulgas é necessário ataca-las em duas frentes: eliminar as pulgas que atacam a pele do seu gato e eliminar os ovos das pulgas que podem instalar-se pela casa, cada pulga põe cerca de 2000 que caem da pele do animal e que podem sobreviver até um ano em tapetes, camas, sofás, etc.

Para eliminar as pulgas que habitam o pêlo do seu gato existem produtos de aplicação local e que as eliminam em alguns dias. Existe também um produto que é misturado na comida do gato e que tem o objectivo de tornar as pulgas estéreis não permitindo que estas procriem. No caso de gatos que frequentemente apanham pulgas é uma solução eficaz.

Atenção que este tipo de produtos pode ser aplicados em todos os gatos incluindo gestantes, não podem ser aplicados a gatas a amamentar e gatinhos com menos de 2 meses.
Para eliminar a hipótese de existirem ovos de pulga pela casa existem insecticidas próprios a aplicar em tecidos como camas, tapetes, sofás. Recomendo que compre o produto em lojas de animais ou veterinários onde existem produtos específicos para as pulgas dos gatos e feitos a pensar na presença dos animais em casa sendo inofensivos quando correctamente aplicados.

ÁCAROS DE OUVIDO
Chamada também de ‘sarna de ouvido’ ou sarna otodécica, ocorre com bastante frequência. A instalação de ácaros nos ouvidos provoca otite, uma infecção no duto auditivo. Manifesta-se através de uma secreção escura, e provoca muita comichão e dor no animal. Não transmissível ao homem.

CARRAPATOS E PIOLHOS
Dificilmente encontrados em gatos, excepto em locais frequentados também por pássaros. Facilmente visíveis e identificáveis. O tratamento é o mesmo usado no combate às pulgas.

MÍASES
São as larvas que nascem a partir de ovos de moscas varejeiras, que os depositam em feridas expostas. Ali, nascem larvas que se alimentam dos tecidos ao redor, que, por sua vez, põe mais ovos, aumentando cada vez mais a ferida e o problema. Somente um veterinário poderá retirá-las e tratar do ferimento. Evitável, desde que os gatos sejam mantidos em condições adequadas de higiene.

SARNA (ESCABIOSE)
São doenças parasitárias de pele, contagiosas, transmitidas aos animais e ao homem através do contacto directo com ácaros que são parasitas microscópicos. No homem, o contacto directo com os animais afectados produz prurido e formação de pequenos pontos avermelhados (pá pulas) nos braços e tronco. É altamente contagiosa entre gatos, principalmente naqueles que têm origem de ninhadas em péssimas condições de higiene.

As lesões, geralmente, começam na cabeça, orelhas e pescoço, podendo se estender para regiões posteriores dos animais e extremidades. Como os felinos têm o hábito de dormir "enrolados", os ácaros da cabeça e orelhas podem se espalhar para regiões próximas da cauda.

E assim, como resultado do intenso coçar, ocorrem as crostas, descamações, escoriações e feridas. O homem nem sempre é afectado. Nos animais, o diagnóstico pode ser feito através do encontro dos ácaros nos exames de pele, às vezes, observados ao microscópio óptico. Porém, muitas vezes, o histórico do caso e a descrição dos sinais clínicos apresentando as lesões características poderão ser suficientes para fechar o diagnóstico e iniciar o tratamento.

Para finalizar, é sempre bom lembrar que nem tudo que coça pode ser sarna. Assim, antes de pensar em qualquer tratamento, é bom diferenciar a Escabiose de outras dermatoses, tais como dermatite alérgica à pulga, intoxicações medicamentosas ou por alimentos, urticárias e outros tipos de alergias por deficiência ou desequilíbrio alimentar.

PARASITAS INTESTINAIS

TÉNIA
Infecção, transmissível ao homem. No homem, elas provocam na pele uma lesão circular com borda vermelha, que dá muita comichão : o «anel de Santa Catarina».

As ténias mais frequentes são transmitidas através de pulgas contaminadas. Aparecem normalmente nas fezes do animal, ou mesmo sozinhas, pelo ânus, dependendo do grau de infestação. São semelhantes a grãos de arroz, porém vivos. Provocam perda de apetite, ou apetite exagerado.

Os filhotes infectados apresentam crescimento retardado, abdómen dilatado, pele sem elasticidade e queda de resistência orgânica (que poderá propiciar o aparecimento de micoses); podem levar a vómitos e diarreia. Colha uma amostra de fezes e leve ao veterinário. Facilmente tratável através de desparatização que deve ser administrada conforme peso e idade do gato.

ANCILOSTOMÍDEOS
Manifestam-se através de fezes, endurecidas ou não, acompanhadas com sangue, ou então, aparecem na forma de fezes enegrecidas. Diagnosticáveis através de exames de fezes.

PROTOZOÁRIOS INTESTINAIS
Os mais comuns são a Coccidia, transmitida pela água ou pelas fezes de pássaros; e a Ghiardia, transmitida também pela água ou até mesmo através de sapatos contaminados por excrementos de animais que vivem na rua. As fezes apresentam-se amolecidas, esverdeadas, aparentando estarem revestidas por uma fina película. Diagnóstico através de exame laboratorial; ambos requerem tratamento mais prolongado, indicado pelo veterinário, conforme peso e idade do animal.

Ida ao Veterinário



Praticamente todos os donos de gato sabem o drama que é levar o bichano a uma consulta com o veterinário. Desde a saída de casa até à espera no veterinário, é uma sinfonia: miam sem parar e ficam agitados.
Dentro da clínica também é complicado: há barulhos e cheiros de cães e de outros gatos, pode haver no ar feromonas que os gatos entendem como 'cheiro do medo', há pessoas estranhas, ou seja, não faltam motivos para a insegurança.
Na clínica a caixa transportadora em que não queriam entrar em casa torna-se o porto seguro, podendo miar excessivamente, soltar pêlos, ficar agressivos ou pelo contrário ficar parados e ronronar como forma de se tentarem acalmar.
O gato não deve ser submetido a um procedimento desagradável imediatamente depois de sair da caixa. Segure-o ao colo ou na mesa enquanto fala com o veterinário e faça-lhe festas para que ele fique calmo e se sinta protegido. Se ele estiver calmo, deixe-o explorar um pouco a sala. Pode tentar dar-lhe uma guloseima mas a maioria recusa comer nestas alturas.
É importante que também o dono se mantenha calmo, o stress do dono pode afetar bastante o gato. Durante a intervenção do veterinário, uma maneira de amenizar os temores do gato é o dono ficar por perto e interagir quando possível. Por exemplo segurando o gato na altura de levar a vacina

Doenças infecciosas mais comuns nos Gatos

CORIZA
Sob esta designação generalizada existem duas viroses responsáveis por sintomas idênticos, associados a patologia do sistema respiratório.
A infecção pode provocar lesões irreversíveis na mucosa respiratória com uma desidratação generalizada intensa, podendo levar à morte dos pequenos gatinhos. Os gatos infectados já na idade adulta, tornam-se portadores crónicos deste vírus.
Os sintomas típicos incluem anorexia, depressão, febre e corrimento do nariz e olhos. A doença resolve-se geralmente em 5 a 7 dias.
O tratamento é apenas de suporte e consiste na administração de antibióticos para combater possíveis infecções secundárias. Somente é necessário hospitalizar gatos que requerem fluidoterapia, oxigenoterapia, e alimentação forçada.Não tratada, a coriza complica-se e pode levar a corrimentos purulentos ao nível dos olhos e nariz e pneumonias. A coriza pode ser causada por diferentes tipos de fungos e bactérias. A vacinação permite minimizar os sinais clínicos e as complicações.

PANLEUCOPÉNIA (TIFO)
É uma doença viral altamente contagiosa provocada por um virus, que origina a diminuição do numero de glóbulos brancos, bem como uma diarreia aguda. Embora afecte principalmente gatos com menos de um ano, esta doença pode ocorrer em qualquer idade. A mortalidade é mais elevada em gatinhos com menos de 6 meses de idade, na fêmea gestante, pode provocar malformações irreversíveis nos fetos.Os gatos podem ser infectados com o vírus de vários modos. A maneira mais usual de contágio é o contacto directo com um gato infectado ou com material infectado como camas ou comedouros. No entanto o vírus pode ser transportado no ar ou por um dono que passou por um gato infectado e sem querer leva o vírus para casa.
Os sintomas aparecem 2 a 10 dias após a exposição ao vírus, e a doença dura geralmente 5 a 14 dias. O gato doente apresenta febre, depressão, anorexia, vómito e diarreia com desidratação progressiva. O objectivo do tratamento é evitar a desidratação e infecções secundárias. A panleucopénia pode ser prevenida com a vacinação.

LEUCOSE
É uma das principais causas de morte no gato. Esta doença provocada por um virus, pode estar relacionada com uma situação de anemia, aparecimento de tumores ou leucemia.O contágio ocorre geralmente por ingestão ou em lutas. O vírus está presente na saliva, secreções respiratórias, fezes e urina. O recém-nascido pode ser infectado no útero ou através do leite de uma mãe doente. O período que ocorre entre a exposição ao vírus e desenvolvimento da doença, é variável e pode durar anos, depende do modo de transmissão do vírus.
Os sintomas podem não existir ou podem incluir anemia, doenças que recidivas, febre, inapetência ou morte.
O tratamento é de suporte e geralmente não tem grandes resultados. Existe uma vacina para esta doença mortal, por isso recomendamos que todos os gatos saudáveis sejam testados e se negativos para o vírus, vacinados para reduzir a incidência desta doença.

RAIVA
Doença contagiosa provocada por um vírus. Atinge mortalmente todos os animais de sangue quente inclusive o Homem. O vírus é eliminado na saliva e a sua propagação ocorre quando um animal doente morde um saudável.O vírus atinge o sistema nervoso do animal, provocando alterações do comportamento (agressividade, nervosismo, desorientação, convulsões) e paralisia progressiva. O animal morre por paralisia respiratória. Em Portugal não se regista um caso de raiva há alguns anos, mas de qualquer modo a vacinação anti-rábica deve manter-se, pois como já foi dito anteriormente, todos os animais de sangue quente podem ser atingidos, e um animal selvagem doente (raposa, morcego, coelho) pode de um momento para o outro passar a fronteira de um país onde há raiva , para um outro isento desta doença, passando a ser um foco contagioso.

IMUNODEFICIÊNCIA FELINA (FIV)
Embora de menor incidência, manifesta-se como a sida humana, atacando o sistema imunológico do animal e baixando a resistência do organismo; como consequência, o gato passa a desenvolver inúmeras doenças, emagrecimento progressivo e debilidade geral. A Fiv é fatal, não existe cura nem tratamento conhecido. Este vírus não é transmissível ao homem. Os gatos são infectados quando mordidos por um animal portador do vírus. A incubação é longa mas o veterinário pode identificar os gatos seropositivos. Nenhuma vacina, nem tratamento estão disponíveis até hoje.

PERITONITE INFECCIOSA FELINA
Também chamada de PIF ou FIP, uma das doenças felinas mais cruéis e complexas. Incide com uma frequência considerável. Contagiosa e fatal, a partir da manifestação dos sintomas, que ocorre, geralmente, a partir de uma queda de resistência. O período de incubação pode levar de 7 dias a vários anos.Os sintomas são os mais diversos, pois a doença ataca as células do sangue, e pode manifestar-se das mais variadas formas. Normalmente, provoca distensão do abdómen, devido ao acumular de líquidos nessa região; o gato apresenta uma coloração amarelada no corpo todo, perda de apetite, emagrecimento progressivo e debilidade geral.A transmissão é de através de contacto directo, urina, fezes e saliva. Existe a possibilidade de transmissão pelo ar. Nem todos os animais que apresentam o vírus desenvolvem a doença. Não há cura conhecida. Alguns resultados foram obtidos em tratamentos realizados com medicamentos para humanos.

CLAMIDIOSE
Também faz parte do Complexo Respiratório Felino, porém, manifesta-se mais intensamente nos olhos, como uma conjuntivite. Incubação: 5 a 15 dias.
O animal apresenta espirros secos, sem secreção, e o nariz torna-se mais avermelhado. Pode apresentar febre. Facilmente confundível com processos alérgicos.

Desmistificando a toxoplasmose



Parabéns: você está grávida de 2 meses! Só tem um senão: você não está imune à toxoplasmose e se quiser ter uma gravidez bem sucedida deve desfazer-se do seu cão e do seu gato.

Certamente que estas palavras infelizmente tão repetidas nos consultórios médicos já foram ouvidas por centenas de mulheres cujo coração ficou dividido entre o bem estar do filho tão desejado e o dos seus queridos animais de estimação.

Há motivos para tanta preocupação? Deve a mulher grávida automaticamente dar o seu cão ou gato quando engravida? Devemos acreditar em tudo o que lemos especialmente na imprensa destinada às leitoras do sexo feminino?

É incrível que às portas do 3º milénio tantos médicos e auxiliares de saúde estejam tão mal informados acerca da gravidez e dos gatos. Vamos aqui desmistificar isto de uma vez por todas e verificar que NÃO É NECESSÁRIO LIVRAR-SE DO GATO QUANDO ESTÁ GRÁVIDA, tal como a maioria dos médicos aconselha.

A toxoplasmose pode ocorrer em diversos mamíferos que ingiram carne crua, especialmente através da caça, e que por sua vez ingiram um dos estádios infectantes do protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este parasita unicelular tem um ciclo de vida um pouco complicado. Sabe-se que tem de passar por um hospedeiro intermediário e por um definitivo, que é sempre o gato e APENAS O GATO, NÃO O CÃO! O toxoplasma só consegue produzir oocistos infectantes no intestino do gato. O cão não transmite toxoplasmose, coisa nenhuma. Que isto fique bem claro.

O ser humano serve portanto de hospedeiro intermediário. Nele o parasita enquista nos músculos ou outras partes do organismo. Mas esta infecção é geralmente assintomática. Muitas pessoas podem contrair toxoplasmose e não se aperceber disso, mas caso tenham sintomas estes podem ser febre baixa, dores musculares, aumento do volume dos gânglios linfáticos, perda de apetite e dores de garganta.

Uma vez exposto à doença, o ser humano desenvolve imunidade contra o parasita e raramente torna a adoecer com toxoplasmose. Isto é confirmado através de uma análise sanguínea a qual revelará que a pessoa é seropositiva em relação a esta doença. A mulher grávida seropositiva já teve a doença por isso já não há risco para o feto. Apenas grupos de risco tais como as pessoas que padecem de SIDA ou outra situação que deprima o seu sistema imunitário (pessoas que fizeram recentemente algum transplante), estão em risco de adoecer novamente e de maneira grave (pneumonias ou doenças neurológicas).

Mas o caso complica-se se a mulher grávida não é seropositiva quando engravida. Neste caso ela não deve contrair toxoplasmose pela 1ª vez durante os primeiros 3 meses de gravidez (após este período os riscos são significativamente menores). Apanhar toxoplasmose durante o 1º trimestre de gravidez equivale ao risco do bebé nascer com graves deformações neurológicas ou mesmo retardamento mental.

Já estamos a ver porque há tanto pânico... mas de alguma forma exagerado. Vamos ver porquê. Se a leitora possui um gato já há algum tempo que vive exclusivamente em casa, e que jamais come carne crua, você NÃO está em risco. De facto está cientificamente provado que manusear carne crua ou trabalhar em jardinagem sem luvas é mais arriscado do que fazer festas ao seu gato.

Os gatos contraem toxoplasmose por comerem carne crua ou caça (ratos, p ex.) que contenham algum dos 3 estádios infectantes deste parasita. Neste caso os gatos excretarão pelas fezes oocistos infectantes 3 a 10 dias após a ingestão de tecidos infectados. Esta excreção pode durar até 14 dias após a 1ª exposição do gato ao parasita. MAS APÓS ESSE PERÍODO É POUCO PROVÁVEL QUE O GATO EXCRETE DE NOVO, pois tal como os humanos, o gato desenvolve imunidade contra o toxoplasma. Os oocistos excretados nas fezes transformam-se em infectantes apenas1 a 4 dias após a excreção e podem permanecer assim no meio ambiente por vários meses. Se você eliminar as fezes do gato diariamente da caixa de areia, especialmente se usar luvas, bem vê que o risco de contrair toxoplasmose é mínimo!

Normalmente os felinos não exibem sintomas de toxoplasmose. Todavia os gatos infectados e que inadvertidamente contraem alguma doença imunossupressora (FIV ou FELV) podem adoecer gravemente com sintomas variados: letargia, depressão, febre, diarreia, pneumonia, hepatite, uveite (inflamação ocular grave) ou mesmo doenças neurológicas.

Existem muitas maneiras de minimizar o risco de contrair toxoplasmose. Cozinhe muito bem a carne pelo menos 15 a 20 m antes de a consumir. Tanto as carnes de vaca como o porco e o borrego podem transmitir a doença se consumidas cruas ou mal cozinhadas. O leite não pasteurizado de vaca, cabra ou ovelha também pode conter oocistos. Mantenha o seu gato exclusivamente em casa, não permita que ele consuma o que caça nem lhe forneça carne crua. Alimente-o com rações comerciais apropriadas.

Alguns médicos aconselham as grávidas a testar o seu gato para ver se é seropositivo ou não. Acho contraproducente até porque se der positivo, o gato pode já estar imune à doença, e já nem estar na fase de eliminação dos oocistos. Ou seja: pode já ter apanhado a doença há anos e agora já não constituir perigo nenhum. A má interpretação do teste pode condenar um gato que a priori pode não constituir perigo nenhum... Se o teste dá negativo, então melhor ainda! Não dê nada cru ao seu gato e não se preocupe mais com o assunto. O que interessa no fim de tudo é se a mulher grávida é imune ou não. Se não é, deve ser um pouco cuidadosa no primeiro trimestre de gravidez. Aliás, convenhamos: se você possui um gato há anos e ainda não está imune ao toxoplasma, não vai ser agora por azar que vai apanhar a doença só porque está grávida!

O mais provável é que o seu gato não lhe transmita mesmo a doença. E ainda mais: normalmente as mulheres descobrem que estão grávidas no 2º mês de gravidez. Se já passaram 2 meses de risco sem ter cuidados, porque entrar em pânico com o seu bichaninho se já só falta mais um mês de alto risco para o feto? Muitas pessoas não se apercebem deste facto...

A toxoplasmose não é o único perigo que as grávidas têm de enfrentar. Se houver boa higiene, e consumo de carne apenas bem cozinhada, a maioria dos problemas serão evitados. A toxoplasmose não é nenhuma novidade e as mulheres grávidas não devem temer possuir gatos. A companhia e a devoção que os felinos nos dedicam ultrapassa em muito o risco de nos expormos a doenças. Todavia se restam algumas dúvidas não hesite em contactar-nos ou o médico veterinário do seu companheiro felino! Estime-o, não o abandone!

6 MANEIRAS DE EVITAR CONTRAIR TOXOPLASMOSE:
1 Use luvas de borracha e lave bem as suas mãos após fazer jardinagem. A forma infectante do parasita pode viver por longos períodos de tempo na sujidade e areia onde os gatos defecam
2 Calce umas luvas e lave e esvazie a caixa do areião do gato diariamente para os oocistos não terem a oportunidade de se tornarem infectantes
3 Consuma carne sempre bem cozinhada, nunca em "sangue" e lave muito bem as suas mão após manipular carne e vegetais crús.
4 Beba leite pasteurizado, nunca cru
5 Verifique através de análise sanguínea se é seropositiva ou não. Se der positivo, então não tem nada que se preocupar
6 Lave bem as mãos após contactar com qualquer gato

In http://arcadenoe.sapo.pt/

Esterilizar é a melhor opção


Esterilizar é a melhor opção. Isto ajuda a evitar que haja mais animais abandonados. A cada ano, centenas de bebés indesejados são abandonados nas ruas, a maioria morre antes de completar um ano.
Mesmo que esteja convicto de que não abandonaria uma ninhada, pense da mesma forma porque não há casas disponíveis para todos os animais, não é fácil conseguir um lar para todos os bebés e nunca vai ter garantias de que serão bem tratados.

Além disso, a esterilização traz benefícios para ele e também para si. Os animais castrados são mais calmos, meigos e as hipóteses de fuga serão muito menores. A esterilização/castração deve ser feita nas fêmeas após o primeiro cio, a esterilização é necessária, dar a pílula ou deixar a gata ter cios contínuos é extremamente prejudicial para a saúde dela, o uso continuo da pílula pode mesmo ser fatal. A esterilização/castração deve ser feita nos machos aos 8-12 meses, antes da maturidade sexual deste, para que ele não ganhe hábitos de marcação de território, próprios dos machos “inteiros”. Atenção que a castração não é uma solução certa para problemas de marcação território e um gato castrado depois de adulto é muito mais territorial e pode adquirir o hábito de se masturbar devido à sua frustração sexual.

As estatísticas mostram que a expectativa de vida dos gatos esterilizados é duas vezes maior do que dos gatos não esterilizados, muito mais expostas a combates violentos e a acidentes.

O único inconveniente da esterilização é a possível obesidade que o gato pode atingir devido ao aumento de apetite, recomenda-se neste caso a mudança para comida light. No entanto depende muito do gato/gata, nem todos os gatos castrados se tornam gordos ou mesmo obesos.

Tratar a tinha nos gatos


Já aqui falei da tinha, do problema e dos tratamentos. Mas como sei que muitas pessoas que detectam este problema nos gatos vão ao veterinário e que este simplesmente lhes receita medicamentos e nada diz sobre a necessidade de limpar a casa com lixívia e dos efeitos secundários que estes podem ter no animal resolvi colocar aqui um texto publicado num fórum de animais por uma criadora de gatos persas.
O texto já é muito antigo mas na altura guardei-o por achar muito interessante e hoje coloco-o aqui, acho que a experiência dela pode ser uma mais-valia importante para quem enfrentar este chato fungo.

Aqui há uns anos tive um macho, o meu primeiro gato, quando lhe foi diagnosticado um fungo a "tinha". Fui a um vet que me deu uns comprimidos para o curar, coisa que eu fiz, o animal curou em princípio e, dali a uns tempos detectei-lhe umas coisas pretas no corpo, o vet achou que era o mesmo e, tornei a repetir o tratamento e, até não era, desta vez era seborreia o que é normal nos machos. Foi uma pena eu não saber o que sei hoje. Esse macho acabou por morrer. E porque?

Resolvi ir a outro vet que me tinha sido recomendado e que é a minha actual, quando comecei a notar que o animal tinha deixado de comer e estava com a pele amarelada.
O animal ficou imediatamente internado e, veio a morrer dali a três dias. A vet disse-me que queria fazer a autópsia e eu acedi. O que se verificou foi que ele tinha o fígado come se fosse cortiça e porque?

Tinha o fígado muito mais pequeno que o normal era um defeito congénito e, os comprimidos tinham dado cabo dele, pois são altamente tóxicos. A que é a minha vet actualmente, disse-me que nunca se deve dar esse comprimido sem dar outro que proteja o fígado e, que há o program que resolveria o problema. Este tem que realmente ser dado numa dosagem superior e relacionada com o peso do animal. Não resolve com todos os fungos, mas com uma grande parte.

Disse-me também que a única coisa que mata o esporo é a lixívia e que devia lavar tudo, roupas inclusive, com ela. A mistura que me aconselhou foi de uma medida para 20 de água. Deveria repetir esta lavagem várias vezes por uma questão de segurança, è uma das razões porque eu gosto tanto dela, por prevenção.

O que eu quero dizer com isto é que receitado ou não por vets eu nunca mais, se me surgir o mais alguma vez o problema de um fungo, vou dar comprimido nenhum a um animal meu.

Agora relativamente aos fungos. Realmente é intrínseco todos os animais são portadores pelo que eu sei, quando por alguma razão baixam a imunidade pode surgir. Como não é um problema agradável e muito chato vou dizer como é que o tento evitar, através da prevenção.

1º O program é um medicamento interno (dado na boca) para as pulgas se for dado mensalmente ou de 6 em 6 meses conforme se preferir tem uma função de prevenção no que respeita aos fungos.

2º Depois tento manter a pele dos gatos saudável, como por exemplo 2 vezes por ano dar-lhes óleos essenciais (dermocanis por exemplo) .

3º Dou-lhes pelo menos banho uma vez de 15 em 15 dias, sendo a última passagem com clorixidina (o champô proderme tem o mesmo efeito, pois tem clorixidina, mas a clorexidina pura acaba por sair mais barata, porque é diluída em água), que encomendo na minha vet, tem a mesma função da betadine mas não mancha e não seca a pele. a sua função é desinfectante e mantém a pele saudável. Mas esta não mata o fungo, só mantém a pele desinfectada e saudável

4ª Dou-lhe banho pelo menos 2 vezes por ano com champô nizoral que é anti fúngico, para o caso de me escapar alguma coisa que não tenha visto.
Eu se tivesse um animal com esse problema seriam resolvidos com os banhos de 3 em 3 dias com nizoral com uma passagem final com clorexidina. Lavaria todos os dias só a zona das peladas com nizoral e faria também o program. De qualquer forma não faria o program só duas vezes mas 3 para ser garantido. Obvio isto tudo com a supervisão da vet, isto para não me questionarem do porque da 3 toma do program.

Informo também que a pomada Nizoral , não o champô, a pomada é altamente tóxica para os gatos se a lamberem, só se deve colocar se o animal usar o colar, ou ficar tapada o que é muito difícil num gato, eu prefiro usar mesmo o champô nas peladas todos os dias."

Vacinas



Regra geral, a primeira vacinação é feita a partir da idade de 8 semanas com um reforço na 12ª Semana.
Todas as vacinas podem ser feitas ao mesmo tempo, mas, por razões legais, a primeira vacina contra a raiva deve ser feita após a idade de três meses. Recomenda-se um reforço anual e é prudente evitar colocar um gato em contacto com animais estranhos, antes do reforço de 12 semanas, para evitar qualquer risco de contaminação antes que a vacina assegure a protecção.


IDADE

VACINA

PROTECÇÃO
CONTRA

VALÊNCIA

REFORÇO ANUAL

60 DIAS

Primeira dose vacina Quádrupla Felina
mais Leucemia Felina

RinotraqueíteCalicivirose

Panleucopenia

Leucemia

RCPFeLVReaplicar uma dose da vacina quádrupla.Obs: A vacina quádrupla deve ser reaplicada
uma vez por ano, todos os anos. Só ele estará protegido
contra todas as doenças.

90 DIAS



Segunda dose vacina Quádrupla Felina mais Leucemia Felina


RinotraqueíteCalicivirose

Panleucopenia

Leucemia

RCPFeLV

4-5 MESES
Anti-rábicaObs.: Esta vacina pode ser aplicada juntamente
com a segunda dose da Quádrupla Felina

Raiva

R

A vacina anti-rábica deve ser reaplicada
uma vez por ano. Só assim você e o seu gato estarão
protegidos.

Tinha


A Dermatofitose é uma infecção das unhas, pêlos e camada córnea da pele. Em gatos, a Microsporum Canis é responsável por aproximadamente 98% das infecções observadas. Os gatos persas de pêlos longos parecem estar especialmente predispostos à doença.
A Tinha é uma doença extremamente contagiosa, não apenas entre os animais, mas também dos animais para o homem. O contacto directo é o modo de transmissão, estes organismos podem estar presentes nos animais ou no ambiente (pêlo e caspa), mas também em escovas, pentes e na camas. Os dermatófitos podem persistir em condições secas por vários anos.

Além do contacto directo, fontes importantes de infecção são os denominados portadores, que são animais sem lesões visíveis, mas que, ainda assim, conduzem o material infeccioso. A percentagem de portadores oscila entre 5 e 35% em gatos.

Os aspectos clínicos ou sintomas de uma infecção dermatofítica variam consideravelmente. Na maioria dos casos, o prurido é moderado ou mesmo ausente. Em gatos as manifestações mais comuns são: pêlos partidos, uma caspa pulverulenta esparsa, eritemas, crostas de pequenas dimensões; são também frequentes as peladas, círculos sem pêlo que aparecem no corpo, em particular no pescoço e costas.

Tratamento:

O tratamento das infecções deve ser feito aos animais infectados e ao ambiente e objectos em que estes vivem. Para tal, são indicados:

» Cortes radicais de pêlo (tosquia) principalmente nos gatos de pêlo comprido para facilitar o tratamento (banhos, aplicação de pomadas),

» Isolamento temporário do animal num espaço mais pequeno para que o fungo não se alastre a toda a casa o que torna mais difícil a sua erradicação.

» Administração de medicamentos fungicidas, designados pelo veterinário. os medicamentos devem ser dados até que os testes de controlo resultem negativos, normalmente este tipo de infecções da pele requer de 4 a 8 semanas de tratamento.

» Tratamento com banhos semanais com champôs anti fungicos. estes banhos devem ser dados até que a os testes de controlo resultem negativos, normalmente este tipo de infecções da pele requer de 4 a 8 semanas de tratamento.

Durante este período o espaço onde o gato circula (casa) deve ser tratado semanalmente, a limpeza cuidadosa da casa com desinfectantes como a lixívia é obrigatória, tal como a lavagem a altas temperaturas de objectos e tecidos onde o gato tenha estado. Se apenas for feito o tratamento no gato algumas semanas após a cura o problema pode voltar, porque o fungo manteve-se na casa.

Após a conclusão do tratamento é aconselhável manter durante algum tempo a terapia com banhos mensalmente, quer com o champô aconselhado pelo veterinário ou com um champô desinfectante ou anti fúngico adquirido na farmácia, o champô de alcatrão também é bastante eficaz.

Toxoplasmose, a culpa não é do Gato!



Leia o artigo sobre Toxoplasmose e Gatos

Toxoplasmose e Gatos


Este pequeno parasita tem poucas consequências para a saúde de seu gato e para a sua saúde, mas pode ter consequências graves para a mulher grávida.

A toxoplasmose é uma doença causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este protozoário pode infectar qualquer animal de sangue quente. Seguem algumas questões e repostas sobre esta doença para ajudar quem esteja a pensar em engravidar e tenha gatos.

Como os humanos podem apanhar Toxoplasmose?
As vias de transmissão possíveis são:
1. ingestão de cistos na carne crua ou mal cozida de animais portadores. É a forma mais comum de contaminação em humanos.

2. ingestão de oocistos (forma resistente do T. gondii) provenientes de fezes de gatos, seja pelo manuseio da caixa de areia, contacto com solo ou verduras contaminados pelos oocistos.
3. infecção transplacentária, quando o parasita ataca o feto antes do nascimento, através da placenta, nos casos em que a grávida tem seu primeiro contacto com o Toxoplasma. Quando ela já tem anticorpos no início da gestação isso não ocorre, pois não desenvolverá a doença.

Qual é o risco de apanhar Toxoplasmose?
Quando um ser humano tem seu primeiro contacto com agente causador da Toxoplasmose, ele pode desenvolver sintomas semelhantes aos de uma gripe, como dores no corpo, tosse, entre outros. As defesas do organismo costumam ser suficientes para conter o processo, embora pessoas com deficiências imunológicas (portadores de Sida, por exemplo) possam desenvolver sintomas graves em função dessa infecção.

O parasita pode ainda retornar caso a imunidade seja afectada no futuro. Após esta primeira infecção o indivíduo normal ganha imunidade contra a doença. O grande perigo da infecção ocorre quando uma mulher grávida entra em contacto com o Toxoplasma pela primeira vez em sua vida e desenvolve a infecção. O feto poderá se infectar e apresentar malformação como deficiência visual grave quando nascer, entre outros problemas graves de saúde.

Como a mulher grávida pode prevenir a infecção?
Não comendo alimentos crus ou malcozinhados, usando luvas ao fazer jardinagem (lavando as mãos depois) e deixando de limpar a caixa de areia dos seus gatos. Deve-se limpar cuidadosamente o material que irá entrar em contacto com carne crua, como a tábua de cortar carne.

A caixa de areia dos gatos precisa ser limpa todos os dias. É bom que a gestante possa saber se já tem ou não anticorpos contra a Toxoplasmose, até para poder regular o grau de atenção para as medidas preventivas. Isso se consegue através de um exame de sangue.

É preciso desfazer-se dos gatos da casa?
Não, conviver e manusear gatos é perfeitamente seguro, seguindo as recomendações acima.

Qual é o papel dos gatos na transmissão da doença? Como eles se contaminam?
Os felinos são os únicos hospedeiros definitivos do Toxoplasma. A reprodução sexuada acontece nos seus intestinos. Após a infecção num gato, por exemplo, ele irá eliminar cistos (formas resistentes do parasita) nas fezes por um período máximo de quinze dias. Acontece que esses cistos ficam no solo por até mais de um ano e podem contaminar alimentos e ser transportados por moscas, baratas e até minhocas. Os gatos se contaminam geralmente ingerindo carne contaminada, seja servida pelos donos ou ingerindo suas presas, como ratos e pássaros.

Como evitar a infecção em gatos?
Evitando que possam caçar e não oferecendo leite cru (principalmente de cabra) nem carne crua. Opte sempre por dar-lhe ração seca.

Mulheres grávidas devem evitar manipular gatos?
A manipulação é segura, porque mesmo que o gato esteja no período de eliminação dos cistos (que dura apenas quinze dias e ocorre apenas uma vez na vida do gato), eles não estarão em sua forma esporulada, ou seja, contaminante. Isso porque é preciso pelo menos 24 horas para que isso aconteça, e os gatos possuem hábitos de higiene muito desenvolvidos, não ficando em contacto com suas próprias fezes e limpando-se boa parte do dia.

Antes de engravidar, peça ao seu medico para fazer uma analise de sangue, para poder confirmar se é imune à toxoplasmose, caso seja imune não precisa de se preocupar com a toxoplasmose.

A Velhice nos gatos


Como todos os seres vivos, os gatos chegam aos anos finais de diminuição das faculdades físicas e inclusive "psíquicas".

No entanto, o seu tradicional carácter independente, assim como a firmeza das suas atitudes, torna menos evidente a velhice, que pouco a pouco irá minar a sua natural resistência. Na foto a minha querida Natasha no mês em que fez 10 anos, a insuficiência renal (uma das doenças que mais afecta os gatos na velhice) levou-a meses mais tarde.

A partir dos oito, talvez nove anos de idade, os gatos tornam-se mais preguiçosos, parecem dormir mais tempo na sua almofada ou canto favoritos, e do mesmo modo podem começar a engordar excessivamente, sofrendo com maior frequência de diversas doenças.

Embora a aparente inexistência dos clássicos ataques senis tão evidentes noutras espécies animais, o proprietário de um gato deve modificar suavemente, a partir de certa idade do gato, os hábitos alimentícios, assim como a frequência das revisões veterinárias, mais intensas.

A carne e outros alimentos proteicos devem reduzir-se em quantidade, embora se aumente em qualidade e deve ser finamente moídos ou triturados. No caso de o animal estar habituado a consumir comida caseira, nomeadamente carne e derivados, esta deve ser substituída pouco a pouco por peixe congelado branco sem espinhas que se ferve brevemente com uma gotinha de óleo e aos que se pode acrescentar umas gotas de concentrado caldo de carne.

Os preparados enlatados e as sobremesas pouco saudáveis têm que restringir-se tanto quanto possível.

Preferencialmente opte por uma ração seca própria para seniores e de uma marca de qualidade.

Desde muito jovens, os gatos dedicam largas horas diárias ao seu asseio mediante lambidelas directas ou ajudando-se com as patas dianteiras como escovas para a cara e o pescoço.

Durante esta higiene, o pêlo morto é ingerido junto com a saliva e incorporado ao aparelho digestivo do exemplar. Em todas as raças, as madeixas de pêlo são eliminadas regularmente com as deposições e inclusive parece que podem actuar positivamente na digestão e assimilação de alimentos, assim como na eliminação das fezes.

No entanto, a velhice induz uma dificuldade nos processos alimentícios, e essas massas de pêlos podem originar autênticos tampões de incómodas consequências, que se complicam nas variedades de pelagem sedoso e abundante.

De forma instintiva, os gatos idosos omitem progressivamente a auto-limpeza, esta deve ser assumida pelo dono mediante escovagem suave, mas profunda, e inclusive a limpeza dos ouvidos e focinho com um algodão impregnado em água morna. Também deve passar em todo o pêlo um pano molhado com água morna, já que o pêlo que não é limpo tem tendência a ganhar caspa e gordura.

Exames Geriátricos
Uma vez que seu animal de estimação já atingiu a faixa etária onde passa a ser considerado idoso, faça anualmente os exames geriátricos de rotina junto ao seu médico veterinário de confiança. Além de ajudar a prevenir e controlar as doenças citadas abaixo, estes exames servirão também como exames pré-cirúrgicos caso o seu animal venha a precisar de alguma cirurgia ou pequena intervenção com anestesia geral como é o caso da limpeza de tártaro (altamente recomendada para animais idosos.

Os exames de check-up geriátrico para humanos e animais domésticos são quase os mesmos. Incluem: uma consulta com exame clínico, hemograma completo, dosagem de enzimas hepáticas e renais e exames de urina e fezes. Um pacote mais detalhado inclui dosagens hormonais. O custo dos exames varia de acordo com o laboratório.

Os exames geriátricos são recomendados para todos os animais de estimação idosos assim como qualquer animal que apresente os seguintes sintomas:

Súbito ganho ou perda de peso
Aumento no consumo de água
Aumento no volume/frequência de urina
Vómitos
Desmaios
Fraqueza, letargia
Intolerância ao exercício
Doenças frequentemente desenvolvidas por gatos idosos:
Doenças da Próstata
Obesidade
Doença Cardiovascular
Doenças Degenerativas
Cataratas
Doenças Odontológicas
Ceratoconjuntivite seca (olhos)
Hipotireoidismo
Cálculo renal
Hiperadrenocorticismo
Anemia
Incontinência urinária
Hepatopatias (fígado)
Insuficiência renal crónica
Cancro
Enterites (infecções intestinais)
Lipidose Hepática (comum em felinos)
Diabetes

Gatos e PIF: A Mutação Rara, Mas Fatal


Sem vacina segura, sem diagnóstico fiável e sobretudo sem cura, a PIF é a infecção mais mortífera nos gatos. Uma vez detectada, a esperança de vida restante do gato cai para 2 anos. Nas duas fotos, está o meu gato Óscar que recolhi ainda a tomar biberão, desde pequeno que mostrou ter um sistema imunitário fraco, no entanto foi superando e durante algum tempo esteve saudável, a crescer e engordar.

Quando estava quase a fazer um ano, de repente foi-se abaixo demonstrando sinais claros de PIF húmida, um grande emagrecimento mas uma barriga enorme. Foi-lhe diagnosticado PIF e passou a ser medicado apenas para não ter dores, acabou por falecer nos meus braços :(

A Peritonite Infecciosa Felina (PIF) é causada por uma das dezenas variantes do coronavírus. A presença do coronavírus nos gatos é uma doença benigna, que geralmente não causa sintomas e que os gatos acabam por combater eficazmente através da acção do próprio sistema imunitário. Na realidade, a maioria dos donos não chega a saber que o gato esteve infectado por este vírus. Contudo, em 1 a 3% desses casos, o coronavírus degenera numa variante imunomediada quase sempre letal.

PIF e o sistema imunitário
O desenvolvimento da PIF está intrinsecamente ligada ao estado em que se encontra o sistema imunitário. A PIF geralmente surge em gatos com um sistema imunitário deficitário: pouco desenvolvido em gatos jovens, até dois anos, enfraquecido em gatos idosos, com mais de 14, ou debilitado em gatos adultos, frequentemente devido ao stress.
Gatos com outras doenças que afectam o sistema imunitário, tais como leucemia (FeLV), ou uma espécie de SIDA (FIV) estão mais vulneráveis ao desenvolvimento da PIF.
Paradoxalmente, um sistema imunitário combativo não faz com que a progressão da PIF abrande, pelo contrário, vai gerar a aceleração da doença se esta já estiver instalada.

PIF e Portadores
Nem todos os gatos nos quais se verifica a presença do coronavírus desenvolvem sintomas. Em alguns, a doença manifesta-se meses ou anos após a infecção ocorrer e, durante este tempo, podem infectar outros gatos.
Os gatos que se encontram em risco são aqueles que convivem com gatos vadios e os que partilham a casa com outros gatos. Por gatos que convivem com felinos de rua não se entende gatos que são passeados. Mas são de facto os gatos que habitam sozinhos e que não saem de casa que menos riscos correm de desenvolvem esta doença.


Tipos de PIF
Existem dois tipos de PIF: a Húmida ou Efusiva e a Seca ou Não-Efusiva. Ambas podem causar diarreia, perda de peso e letargia. Na verdade a PIF não se trata de uma inflamação do peritoneu, mas sim de uma inflamação dos vasos sanguíneos, vasculite.

PIF Seca ou Não-Efusiva
A PIF Seca é uma forma crónica da doença que se não for tratada pode dar origem à variante húmida. É mais difícil de diagnosticar pois os sintomas que apresenta não são exclusivos desta doença.
Sintomas
Lesões ocorrem por todo o corpo e os sintomas variam de acordo com os órgãos afectados (rins ou fígado, por exemplo). Muitos gatos desenvolvem inflamações oculares e/ou problemas neurológicos, tais como paralisia ou ataques. Gatos com PIF Seca podem ainda desenvolver icterícia, ou seja, obterem um tom amarelado na pele, que é mais visível no nariz.

PIF Húmida ou Efusiva
Esta é a variante mais grave pois para além dos sintomas que são verificados na PIF Seca, há também acumulação de fluídos devido à danificação dos vasos sanguíneos.
Sintomas
Na maioria dos casos de PIF Húmida, 60 a 70%, há acumulação de fluídos no corpo, mais comummente no abdómen, o que gera um inchaço na zona abdominal. O mesmo pode acontecer na zona toráxica, o que pode causar problemas respiratórios adicionais.

Diagnóstico
A detecção da PIF não é tão fácil como à partido poderia parecer. Os sintomas são comuns a outras doenças e ainda não há nenhum método em que não ocorram falsos negativos ou falsos positivos, ou seja, gatos que se pensava estarem infectados e mais tarde verifica-se que não, e gatos que se pensava não estarem infectados e mais tarde verifica-se que estavam.

Métodos de diagnóstico:
• Teste do coronavírus – este teste verifica se existem anticorpos do coronavírus presentes no gato. Mas a presença deste pode dever-se a qualquer outra variante do coronavírus que não seja PIF. Os anticorpos permanecem mesmo depois de o vírus desaparecer, ou seja, pode dar-se até o caso de o ter estado, e não estar actualmente, infectado com o coronavírus.

• Polymerase Chain Reaction (PCR) – é uma das formas de detectar especificamente o PIF, mas podem ocorrer falsos positivos, pois a presença do vírus nem sempre indica doença.

• Análises do fluído abdominal/toráxico / Raio-X – Só resulta nos casos de PIF Húmida

• Análise de Células dos rins ou fígado – É feita com anestesia local através da aspiração. Pode ser indicativa no que diz respeito ao despiste de outras doenças.

• Biópsia – é a única forma eficaz de diagnosticar PIF. Mas submeter um animal debilitado a uma operação para recolher amostras de um órgão é sempre arriscado. Muitos dos diagnósticos de PIF só são certificados por isso depois da morte do animal através de biópsia. • Combinação de análises de sangue – Esta é a forma mais útil, embora não seja 100% eficaz, a fiabilidade dos resultados é alta. Podem ser feitas várias combinações de valores. Um exemplo é: uma contagem baixa de glóbulos brancos, valores altos de globulina e um teste positivo a anticorpos do coronavírus geralmente apontam para um caso de PIF com bastante certeza.

Tratamento
Infelizmente não há tratamentos eficazes contra a PIF. Os gatos são assim medicados na tentativa de eliminar ou aliviar sintomas. Contudo, não há cura para a doença.

Eutanásia
Nos casos em que se manifestam sintomas e em que há um diagnóstico sólido, a eutanásia é praticamente inevitável. O tratamento pode resultar no alívio temporário dos sintomas, mas eventualmente a doença progride. Alguns gatos recuperam, mas os casos são raros e constituem a excepção à regra.
Antes de optar por esta solução tenha a certeza de que se trata de PIF, pois como foi referido anteriormente, nem todos os coronavírus causam PIF.

Prevenção
Ainda não é claro como é que o coronavírus é transmitido entre gatos, mas sabemos que o vírus sobrevive durante 3 semanas a temperatura ambiente e que as secreções são um foco infeccioso. Pensa-se que os principais meios de transmissão sejam a ingestão de fezes e os espirros.

Existe alguma controversa em relação a casos de diagnóstico positivo em gatos que partilham a casa com outros felinos. Por um lado, para evitar a propagação do vírus a outros gatos, geralmente aconselha-se o isolamento do gato infectado dos outros, mas isto provoca stress no gato e acelera a doença. Sem forma de despistar a PIF de forma segura nos outros gatos, estes já podem estar também infectados.

Por outro lado, se decidir manter os gatos juntos, a probabilidade de virem todos a desenvolver PIF e terem todos o mesmo destino, a eutanásia ou morte, é significativa. Aconselhe-se com o seu veterinário sobre a melhor forma de lidar e conter a doença.

A PIF não é transmissível a humanos ou outros animais não-felinos, embora também se possa encontrar o coronavírus nos humanos, por isso nunca isole o gato com PIF dos humanos ou outros animais tais como os cães.

A higiene é a mais importante arma contra esta doença. O coronavírus está presente nas fezes dos gatos e a caixa de areia deve ser limpa diariamente. Um desinfectante comum é suficiente para erradicar o vírus.
A par destas precauções, certifique-se de que o gato se sente bem na sua casa com a sua família. Gatos em stress estão mais vulneráveis à PIF e a qualquer outra doença.

Existe uma vacina no mercado, mas por ser recente, ainda não é clara a sua eficácia. Estudos apontam em direcções diferentes, por isso siga o conselho do seu veterinário em relação a este assunto. Geralmente só é aconselhada a administração da vacina em gatos que vão viver em casas onde o vírus esteve presente ou em animais em contacto com gatos vadios.

Medicar o Gato


Na maioria das vezes, levar o seu gato ao veterinário é a parte mais fácil do tratamento. Quando chega a altura de lhe dar o remédio, as coisas tendem a ficar difíceis. Aqui vão alguns conselhos para administrar os remédios:


Antes de medicar um gato que não conhece ou que sabe que vai reagir mal, enrole-o num pano grosso, prendendo as quatro patas bem firmes e se possível use roupas de tecido grosso.


Líquidos:
Também para gotas ou sólidos que precisam de ser diluídos. Coloque o medicamento numa seringa sem agulha e com o animal em pé ou sentado, erga o queixo dele e mantenha a boca fechada. Puxe o lábio superior do animal um pouco para cima, enfie o bico da seringa no espaço existente atrás do canino e dê-lhe o remédio. Lembre-se de fazer isso com a boca dele, fechada e o queixo erguido.

Nunca ponha o medicamento no fundo da boca ou directamente na garganta. Se o remédio tiver um gosto saboroso, tente oferecer directamente numa tigela.

Comprimidos, pastilhas, drageias e pílulas: existem vários métodos, do mais fácil ao mais difícil.
1- Simplesmente ofereça-lhe o comprimido, alguns gatos comem o remédio sem que seja preciso força-lo para isso
2- Abra a boca do gato e coloque o medicamento o mais fundo possível na garganta. Observe o animal por alguns instantes para ver se ele realmente engole o remédio, abra-lhe a boca para ver se ainda vê o comprimido, se o largar e ainda estiver na boca ele vai deita-lo fora. Não lhe dê água ou qualquer líquido.
3- Faça bolinhas com um alimento que o seu gato adora (patê, carne picada, miolo de pão, bolos) e recheie com o remédio. Ofereça-lhe mas se apenas comerem e não deitarem fora o comprimido.

Cápsulas:
o pó contido dentro das cápsulas normalmente não deve ser retirado de dentro do invólucro de gelatina, pois geralmente o medicamento é fabricado dessa maneira para ser absorvido em determinado ponto do sistema digestivo. Por isso não deve ser dissolvido em líquido. Tente os métodos indicados para comprimidos.

Pós:
geralmente são para ser espalhados sobre a comida. Se o seu gato se recusa a comer assim, pode diluir em água e dar como líquido, ou misturar com pequenas porções de alguma comida extremamente saborosa (como ração em lata, carne).

Sinais de Saúde e Doença no gato


Um gato saudável tem um pêlo liso e brilhante, uma pele macia e elástica, os olhos são brilhantes e as narinas húmidas. Não há lacrimejamento e suas orelhas são limpas.

O gato é, por natureza, um animal solitário e quando ele demonstra sinais de fraqueza ou doença, esta já se encontra em estágios muito avançados podendo ser fatal.
Qualquer comportamento anormal de seu companheiro é um sinal que deve examina-lo de perto e, em caso de dúvida, consultar seu veterinário.
DADOS FISIOLÓGICOS:Temperatura rectal: 38-38.5 ºC
Frequência respiratória: 10 a 20 movimentos por minuto.

Pulso: Gato adulto: 110-140 / minuto
Pulso: Gato jovem: 180-200 / minuto

SINAIS DE SAÚDE:
Activo e alimenta-se bem;
Mucosas da boca, olhos e língua vermelha;
Ausência de corrimentos nasal e ocular;
Ausência de sangue e muco nas fezes e urina;
Pêlo brilhante, sedoso, sem queda;


SINAIS DE DOENÇA:
Perda de apetite e recusa de se alimentar;
Sangue, pus ou muco na urina;
Sangue ou muco nas fezes;
Abdómen (barriga) distendido ou aumentado;
Vómito frequente ou intermitente;
O gato esconde-se ou fica muito tempo deitado no mesmo sítio;
Temperatura acima de 39ºc;
Diarreia;
Queda frequente de pêlo;
Áreas com ausência de pêlos;
Corrimento mucoso e amarelado nos olhos e nariz;
Corrimento amarelado na vagina;
Comichão frequente;
Dificuldade ou dor ao evacuar ou urinar;
Tosse ou espirro;