Quando o gato é o tema da conversa



Quando o gato é o tema da conversa, sempre aparecem pessoas que têm uma falsa idéia do gato. Algumas crenças sobre o gato se espalharam de uma tal forma que muitos ainda hoje acreditam que o gato é falso, traiçoeiro e que não se apega ao dono.
Outros confundem o ronronar com asma, e ( pasmem ! ) há quem acredite que o gato pode roubar a alma de uma criança ou matá-la asfixiada se pular sobre ela. Há ainda quem pense que o gato é um animal potencialmente destruidor. Na verdade, como os amantes de gatos bem sabem, o gato é um animal dócil, meigo, afetuoso e capaz de amar seu dono com a mesma intensidade de um cão.

Apaixonado Pelo Dono
O gato é um animal independente, que tem vontade própria. Mas nem por isso deixa de demonstrar profundo amor pelo dono. Os gatos podem ser excelentes companheiros, com a vantagem adicional de não precisarem da sua atenção integral. O gato se contenta em ficar ao seu lado, mesmo enquanto você está ocupado com outras coisas. O gato adora carinho e alguns gatos são capazes de tudo para ficar ao colo ! Além disso, ter gatos faz bem para a saúde ! Estudos recentes comprovam que pessoas que têm gatos sofrem menos ataques cardíacos.

Um Ser Independente
É preciso entender que cães e gatos não são iguais. Enquanto que os cães se sentem felizes servindo, os gatos se sentem felizes quando estão à vontade para fazer o que querem. A afeição e a confiança de um gato precisam ser conquistadas, mas quando o são, ele se torna um amigo para toda a vida. Experimente conversar com ele. Você vai ver como ele parece mesmo capaz de entender. E não tenha medo de parecer maluco. Pelo menos 95% dos donos de gatos confessam que conversam com eles. Este percentual é mais elevado que o dos donos de cães. Mas não grite ! Os gatos sabem quando você está a gritar com eles. No entanto, eles podem muito bem não se incomodar muito com isso.

Uma Fera de Pele Macia
O gato, como bom predador, gosta de exercitar seus instintos de caçador com frequência. Vem daí o hábito de afiar as garras. É aconselhável que você tenha em casa um arranhador para gatos. Se for um arranhador impregnado de catnip, a erva-dos-gatos, ainda melhor. Se mesmo assim o gato insistir em arranhar seus móveis, experimente passar óleo de citronela. Os gatos têm aversão aos cheiros cítricos. A mesma dica vale para a árvore de Natal.

A Linguagem do Miado
O miado é mais uma das maneiras do gato se comunicar. Existem 11 sons emitidos pelos gatos, mas a combinação destes sons pode ser infinita. Alguns gatos raramente miam. Outros, como os siameses, têm fama de serem animais muito eloquentes. Os variados miados do gato são utilizados nas diferentes situações de formas bem distintas. Portanto, com o tempo e a convivência, chega-se a um ponto em que o dono é capaz de entender perfeitamente o que o animal está querendo, apenas pelas diferenças mais sutis.


Asseado e Inodoro 
Os gatos passam mais de 30% de seu tempo a cuidar da sua beleza. Adoram estar limpos e com o pelo bem arranjado. Lambem-se de forma contínua durante todo o dia.  Além dos cuidados com o corpo, os gatos também são meticulosos com sua caixinha de areia, e tapam sempre tudo. São tão preocupados com a higiene que são capazes de não usá-la se estiver suja. Além disso, o gato tem muito pouco ou nenhum cheiro, diferente dos cães.

Um Ser Ronronante
Algumas pessoas pensam que os gatos têm asma, por causa do som muito característico que emitem. Na verdade, o ronronar é uma forma do gato demonstrar que está feliz e satisfeito. E esse som fantástico é reservado somente aos seres humanos. Um gato nunca ronrona para outro gato. É sabido também que os gatos ronronam quando estão muito doentes ou sentindo muita dor. Nesses casos, o ronronar provavelmente é apenas uma forma de despertar a atenção e pedir ajuda.

Um Adorável Brincalhão
Os gatos adoram brincar ! Mas escolha com cuidado seus brinquedos. Eles devem ser macios para não machucar dentes e garras, e grandes o suficiente para não serem engolidos pelo gato. Qualquer objeto amarrado em uma cordinha pode se tornar um grande atrativo. Mas cuidado ! Não deixe a corda solta, pois o gato pode se enroscar nela ou até engoli-la. Uma pena também pode ser um bom brinquedo. Pode fazer cócegas no gato, ou amarrar a pena a uma cordinha para ele a apanhar. Uma lanterna é excelente para brincar com o seu gato. Vire-a para todos os lados num quarto escuro, e veja o seu felino a perseguir a luz !
Os Gatos também adoram bolinhas e brinquedos recheados com catnip. Mas normalmente estes brinquedos não duram muito. Um tubo de papel higiénico vazio oferecerá horas de brincadeiras ao gato, assim como caixas de papelão se tornarão um excelente lugar para ele se esconder.
Os Gatos adoram esconder-se, por isso, se o seu parecer perdido, não se esqueça de verificar primeiro atrás de todas as portas, debaixo dos móveis e dentro de armários e gavetas. Conheço até gatos que ficaram presos dentro do frigorífico.

Sociável, Mas Não Social
Há quem duvide que o gato é um ser territorial, tendo em vista o fato de que eles muitas vezes podem ser vistos em grupo. Mas, apesar de poder conviver em harmonia e até gostar de viver com outros animais, o gato é essencialmente um ser independente. Sociável, mas sem ser social. O gato não forma grupos como os cães. O gato marca seu território em nossas casa como o faria em liberdade. É por isso que ele afia as unhas nos móveis e às vezes ( principalmente os machos ) marca seu território com urina.

Sabe o que significa o piscar de olhos do gato?


A forma como o gato olha para si pode ajuda-lo a entender os sentimentos dele por si.
Se ele evitar olhar para si é porque não tem confiança consigo.
Mas cuidado ao encarar os seu gato, ele pode interpretar como uma posição de agressividade que o deixará muito desconfortável. Se as pupilas dele estiverem dilatadas,ele ou está muito brincalhão e animado ou com medo e agressivo. Use outros sinais para determinar qual é o certo.
Um gato que olha para os seus olhos piscando, indica que confia em você e se sente confortável na sua companhia.

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O sono do Gato



Todos os gatos dormem pelo menos 16 horas por dia, a cama ou o sítio de dormir é assim importantíssimo.Os gatos ocupam o sofá, o tapete, a cadeira, a mesa perto da janela ao sol ou uma caixa de cartão. Por norma, no inverno procuram os lugares almofadados e quentes e no verão os sítios frescos e lisos como o chão.


Normalmente as gatas têm uma área territorial menor e escolhem um ou dois sítios preferidos e não mudam. Já um gato, que tem uma área territorial maior, tem mais sítios de descanso, variando ocasionalmente.

Os gatos são mais activos durante a noite, embora isto varie de acordo com o ritmo de vida de seu dono. Se passa o dia fora, o seu gato passa o dia a dormir quando chega a noite ele está cheio de energia. Os gatos que estão acompanhados durante o dia têm um ritmo mais equivalente ao humano, não dispensando a sesta da manha e da tarde.

O gato dorme duas vezes mais do que a maioria dos mamíferos. Dorme, em média, cerca de 16 horas por dia. . Isto quer dizer que um gato de 7 anos só esteve realmente acordado durante dois anos de sua vida!


A cada hora, 220 milhões de gatinhos bocejam e 425 milhões fazem sonecas. Mas todo este tempo não é desperdiçado. Os gatos sonham como nós, nunca olhou para o seu gato e ele está de olhos meio abertos e a remexer ou com as patas a tremer, bem significa que estão a sonhar.

O gato dorme geralmente de lado, mas tem uma noção de conforto muito pessoal o que o leva a adoptar, muitas vezes, as posições mais estranhas, claro que a sua flexibilidade também ajuda, quantas vezes encontro os meus gatos esticados na cama, a parte dianteira virada para a direita e a traseira para a esquerda.

Quando que o gato fica sonolento, ele entra num estágio de sono leve e, nesse estágio, ele é facilmente despertado. No máximo 30 minutos depois desse estágio, ele entra em sono profundo. Após uns 7 minutos de sono profundo, ele volta ao sono leve novamente e esse ciclo repete-se. Se estiver de olhos abertos ou semi cerrados, ainda está em posição de alerta e atento a tudo à sua volta, mas se estiver de olhos bem fechados, é porque se sentiu seguro e dorme tranquilo um sono profundo e provavelmente estará sonhando como nós.

Outro ritual que o gato apresenta é quando acorda, boceja, se espreguiça e se lambe. Os bocejos servem para esticar a musculatura da mandíbula e este gesto é um sinal de que está a acordar calmamente. A espreguiçada serve para reanimar a circulação nas extremidades e para re-estimular o sentido do tacto. As lambidelas servem para se lavar após a soneca, afinal, nós humanos também nos lavamos quando acordamos. 

Ser Felino é ser territorial


Os Gatos domésticos são animais territoriais tal como os seus parentes selvagens.  Na natureza, um gato estabelece uma área onde dorme e come: a sua base; e onde caça e cruza: a sua área de circulação.

O seu território forma um círculo a partir da base e do seu tamanho e geralmente depende da disponibilidade de comida. Se a comida for abundante, ele não precisa de um círculo tão grande, mas se comida for escassa, o círculo é maior.

Os machos, também se aventuram por territórios estranhos se sentem o cheiro de uma fêmea no cio, uma das razões mais frequentemente provoca brigas entre gatos machos.

O gato defende fervorosamente o seu território, unicamente contra outros gatos, nada mais lhe importa e utiliza a sua urina para demarcar a sua área, também ao afiar as garras, o gato deixa um sinal para os outros gatos que ali passarem.


Os gatos têm glândulas nas patas, nas orelhas, no focinho, no pescoço, nos ombros e na cauda. Estas glândulas que ele deixa ao esfregar-se e a urina são o seu BI. Quando um gato os cheira, franze o focinho e parece extasiado, está na verdade a identificar o gato que por ali passou.

Como os gatos marcam seu território:
1) Arranhando (deixa marcas visuais e cheiro),
2) Borrifando com jactos de urina, comportamento típico dos machos.
3) Deixando urina ou depósitos de fezes,
4) Esfregando-se, principalmente com as orelhas.



As marcações de borrifo, urina e fezes proporcionam a outros gatos informação sobre aquele gato (por exemplo, sexo, idade e saúde) e a quanto tempo ele esteve por ali.

Pontos de marcação são lidos como um jornal, frequentemente. O comportamento de marcar território não repele os outros, mas resulta em espaçamento temporal no território, assim dois animais frequentam o mesmo local em horários diferentes.

Os gatos esforçam-se muito para evitar encontros fortuitos com outros gatos que poderiam levar a lutas e lesões. Como predadores solitários, eles confiam na própria habilidade para apanhar as suas presas. Se as suas habilidades de caça são prejudicadas, eles não podem sobreviver.

Os comportamentos de marcação permitem a vários gatos compartilhar os recursos de um território sem sempre ter que competir directamente um com outro. Por exemplo, um gato pode ocupar um local pela manhã mas pode deixa-lo para outro gato ocupar pela tarde.

Independentes Sim, Solitários Não!



A história natural dos gatos revela que, apesar de toda sua beleza, sabedoria e elegância, eles nem sempre foram apreciados por todos.
Combinando um forte senso de independência com uma profunda afeição ao seu dono, o gato modificou o conceito de animal de companhia, introduzindo um novo estilo de relação amigável: menos proximidade e contacto físico, mas muito amor e carinho.

Já na Idade Média, esta independência natural associada a alguns de seus traços físicos - os olhos salientes, por exemplo, levaram as pessoas a associarem-no ao demónio, bruxarias e à adoração de maus espíritos. Isto desencadeou o extermínio de muitos animais, além de criar inúmeras superstições mantidas até hoje, como nunca deixar um gato preto cruzar o seu caminho.

Por outro lado, há os que conseguem compreendê-los e desfrutar de sua companhia. Dentre eles, estão poetas, escritores, grandes pensadores e celebridades, tais como Maomé e Victor Hugo, que sempre os apreciaram, pois foram capazes de admirar sua beleza e entender o seu íntimo.

Ao contrário do que muitos pensam, os gatos não são animais solitários. Ainda que não sejam considerados os melhores amigos do homem e que, na maioria das vezes, sejam vistos sozinhos ou em pequenos grupos, dizer que os gatos são animais anti-sociais é pura especulação e falta de conhecimento.

Diversos pesquisadores observam gatos dia e noite. Os seus relatos, cada vez mais interessantes - como o caso de uma fêmea que ajuda outra no parto, algo que eu já assisti aqui em casa; encontros nocturnos de gatos de uma vizinhança ou um gato debilitado diante da morte de um companheiro -, revelam que os gatos, de uma forma mais distanciada, também se relacionam uns com os outros.


Quando observamos um gato passeando pela rua, imediatamente supomos que este seja um animal sozinho. Estamos muito enganados. Um animal aparentemente solitário pode estar em constante comunicação com outros gatos sem que possamos perceber. Eles comunicam-se por olhares, pela emissão de sons específicos, pelo odor da urina e fezes e até por meio de marcas deixadas em objectos arranhados. Essa forma de comunicação, muito utilizada pelos gatos, chama-se comunicação não - verbal.

Machos e fêmeas utilizam estas sinalizações em situações amigáveis, em confrontos, e até como uma forma de apaziguamento. Por exemplo, dois gatos machos de uma mesma região podem evitar uma briga simplesmente quando um detecta os sinais da presença do outro e, a partir daí, evita um encontro menos agradável.

Na natureza, os gatos organizam-se num matriarcado. Isto significa que eles vivem em grupos coordenados pelas mães ou pelas avós. É uma grande família marcada por lambidelas e roçadelas recíprocas.


Estes grupos são compostos apenas de fêmeas e bebés. Os machos são expulsos a partir dos 6 meses de idade, quando passam a disputar um território com os outros machos da região. Assim, o jovem caloiro aguenta luta após luta, derrota atrás de derrota, por meses e às vezes até anos. Passada esta dolorosa iniciação, eles são tolerados pelo gato dominante naquela região. (Na verdade, o relacionamento dos machos em geral é caracterizado pela tolerância uns com os outros).

O mesmo não ocorre com as filhas, que podem permanecer com a mãe por mais tempo e até por toda a vida. Isto acontece principalmente se a comida e abrigo forem abundantes na área. Neste caso, elas costumam alimentar-se, caçar e brincar juntas, limpar-se mutuamente, compartilhar cuidados com bebés e até defendê-los de invasores. Mas quando existe superpopulação, a competição aumenta principalmente entre os gatos machos. Nestes casos, alguns serão excluídos e desprezados por todos.

Inteligência de Gato


O Gato é um animal inteligente, com uma percepção precisa do espaço que o rodeia, por isso, sabe encontrar uma saída para cada situação, mesmo a mais difícil. Nos animais, a inteligência é definida como a capacidade de "reagir" de maneira adequada a situações novas.
A Inteligência permite " modificar", mas não excluir, o instinto, permitindo ao animal "analisar" uma situação, isto é, recorrer à imaginação para encontrar uma solução. Sabe-se que no comportamento animal existem duas componentes: uma inata, isto é, transmitida por via hereditária, e outra adquirida.

A fase da aprendizagem ocorre durante a infância e a juventude e produz-se mediante a imitação, a experiência e a educação que as crias recebem dos pais e dos próprios "donos".

Para melhorar a tendência natural do gatinho para a caça, a mãe desempenha um papel fundamental, uma vez que ensina às crias os métodos - saltos e sapatadas - mais eficazes para capturar a presa.

Apesar de serem dotados de uma natural habilidade para perseguir e agarrar as presas, os gatinhos que não receberam qualquer educação nesse sentido, raramente chegam a concluir o acto da caça.

Também o uso da caixa de areia resulta da imitação do exemplo materno pois que, pelo menos de início, a areia numa caixa não faz para eles qualquer sentido.

A memória desempenha também um papel importante na inteligência felina, uma vez que permite estabelecer uma relação entre o problema que o gato deve resolver e a experiência já adquirida.

Os peritos falam de pensamento "associativo" ou "analítico", de "síntese" e de "dedução", numa palavra de lógica. Podemos observar estes momentos de duvida num gato quando ele está perante uma situação, por exemplo na porta da rua quando lá fora está a chover, o gato pára e sua cauda abana enquanto ele decide se sai ou não, após a resolução, frequentemente ficar em casa, a sua cauda volta ao estado normal.

Outra prova de inteligência: o gato não se obstina face a uma situação que não compreende ou frente a um problema que não consegue resolver. Por exemplo, um gato que se olha ao espelho procura descobrir onde se esconde o "outro" gato. Ao não encontrar nenhum, toca com a pata várias vezes no espelho para certificar-se mas, por fim, desinteressa-se pelo enigma e afasta-se daquele "gato" que o encara e que não possui qualquer cheiro e que, evidentemente, não merece que se perca tempo com ele.

O gato é de natureza prudente. Jamais se aventura a fazer algo sem tomar precauções. Se sai à noite, espera junto da porta que seus olhos se acostumem à escuridão. Em face do perigo, geralmente prefere pôr-se em segurança, em qualquer refúgio elevado, donde observa o inimigo com um olhar maligno, seguro de que este não pode alcança-lo mas, se não vê saída, não hesita em defender-se.

A prudência do gato só é traída pela sua curiosidade que muitas vezes o leva a pisar o risco. Os gatos gostam muito de descobrir e explorar tudo o que os rodeia. A sua imagem reflectida num espelho será motivo de curiosidade, outro motivo de intriga é a porta fechada, a frase o gato está sempre do lado errado da porta, reflecte muito está necessidade do gato descobrir o que está do outro lado da porta. Ele procura, por todos os meios ao seu alcance abrir a porta, os mais inteligentes agarram-se a maçaneta outros limitam-se a miar ou a arranhar a porta.

Há quem defenda que certas raças, a siamesa, por exemplo, são mais inteligentes que outras, mas isto não foi provado cientificamente.

O que é certo é que todos os gatos são capazes de mil astúcias: beber da torneira, roubar petiscos de sacos mal fechados, lamber o leite da chávena e distinguir numerosas expressões ou responder quando se chama pelo nome, já para não falar do famoso sexto sentido que o capacita a orientar-se, mesmo em terrenos desconhecidos.

Porquê adotar um gato adulto?


Os gatos adultos dão muito menos trabalho que os pequenotes super reguilas e irrequietos. É necessário alguma paciência e cuidado na adaptação quando já existem outros gatos adultos em casa, muito mais do que com os bebés mas seguindo, por exemplo, o método que referimos abaixo existem bastantes hipóteses de sucesso na adaptação.

É importante referir que a adaptação é muito mais fácil quando todos estão castrados.

O novo visitante é colocado durante uns dias fechado num quarto, até se sentir à vontade, confortável e seguro. Depois pouco a pouco, o quarto é aberto aos restantes senhores e senhoras da casa, vão acontecer tentativas de aproximação para se cheirarem e muito provavelmente bufadelas e rosnadelas mas o gato visitante sente-se ali seguro e à partida aquele passou a ser um território neutro não tão propenso a lutas.

Não deve interferir no relacionamento deles, castigando ou defendendo uns em relação aos outros, o que vai provocar mais ciumes e agressividade. Se vir que o ambiente está a ficar muito tenso, separe-os. O importante é que não hajam lutas porque uma vez estabelecidos inimigos, estes podem ser para sempre.

Não espere que eles se tornem os melhores amigos, há gatos que nunca se toleram muito bem. O importante é que eles coexistam sem lutas e stress. Pouco a pouco o visitante começa a aventurar-se pala casa, sempre que se assusta volta para o seu canto, mas a partida depois de umas semanas ele já não quer o canto dele e prefere estar mais perto dos outros e andar pela casa.

Conviver com o Gato


O gato é um animal mais ou menos sociável, apesar de preferir uma vida solitária, também precisa de estabelecer relações à sua volta.

A sociabilidade do gato depende, em grande medida, do contacto que teve com pessoas em idade precoce. A fase de sociabilização começa na segunda semana de vida para se atenuar na sétima. Por outras palavras, será muito mais difícil domesticar um gato adulto que nunca tenha tido relações com pessoas do que um gatinho que cresceu em contacto com pessoas. Assim, é muito importante aprender a manipular os gatos bastante cedo. E manipular significa pegar-lhes, mimá-los e acaricia-los. A aproximação física é importante para conseguir estabelecer uma relação de confiança com o gato.

No momento da escolha do gatinho deve procurar saber o meio em que foi criado, e se teve um grande contacto com humanos. Analise o gato para ver como ele se comporta em relação a si, a outras pessoas e também, se possível, com outros gatos.

Os gatos que mostram atitudes de intenso temor à vista de um ser humano sofrem de transtornos devidos a experiências traumáticas. Um comportamento agressivo ou muito receoso nada tem de normal. O gato seja qual for a raça adapta-se perfeitamente à vida doméstica, desde que respeitem a sua natureza e as suas necessidades. Na verdade, podem manifestar-se incompatibilidades, mas estas não se podem atribuir ao gato .... mas sim ao seu dono.


CONVÍVIO COM OUTROS ANIMAIS DOMÉSTICOS
Quando temos um animal de estimação e pretendemos adquirir outro, temos que considerar se o convívio é possível.
O convívio entre vários animais de estimação tem que ser algo pensado e feito gradualmente, senão corremos o risco de tornar a vida de um dos animais uma tortura.
Os convívios recomendados ou a evitar que apresentamos seguem um comportamento padrão, mas para todos os casos existem excepções que contradizem comportamentos comuns.


Convívio
recomendado

Convívio
a evitar

Gatos
Gatos bebés
e jovens adaptam-se perfeitamente,
Um gato adulto macho aceita bem gatinhos
bebés, fêmeas jovens ou adultas,
Uma gata adulta fêmea aceita
gradualmente gatinhos bebés e gatos jovens (quando
tem ninhadas aceita bem outros bebés).
Dois machos não
castrados,
Um gato adulto que recebe outro gato
adulto.
Um gato idoso (com mais de oito anos)
que recebe um gato jovem, este pode tornar-lhe a vida difícil

Cães
Dois animais jovens,
criados juntos desde pequenos,
Um cão crescido que recebe
um gato jovem. (até 2-3 meses o gato habitua-se perfeitamente
ao cão)
Gato crescido que
recebe um cão jovem ou adulto

Pequenos
Roedores
Quando isolados em
gaiolas longe do gato
São caçados
como presas

Coelhos
Anões
Quando isolados em
gaiolas longe do gato
São perseguidos
e podem ficar gravemente feridos

Pássaros
(periquito, canário)
Quando isolados em
gaiolas longe do gato
São caçados
e comidos como presas

Aves
Grandes (papagaios)
Quando isolados
em gaiolas longe do gato
São ciumentos
e ferem o gato com o bico, o gato também os pode ferir

Répteis
(tartarugas, iguanas)
Quando isolados em
aquários longe do gato
Podem ferir-se mutuamente

Conversa de Gato


O gato expressa-se de diversas maneiras, com o corpo e através de miados, gritos, espirros e até sopros.

Existem 11 sons emitidos pelos gatos, mas a combinação destes sons pode ser infinita. Alguns gatos raramente miam, outros, como os siameses, têm fama de serem animais muito eloquentes. O uso do miado deve-se ao convívio dos gatos connosco, já que o gato mia muito mais para comunicar com os humanos do que com os seus amigos felinos, onde a comunicação corporal, olfactiva e visual é preferida. O gato percebeu que utilizando o miado podia manipular o seu dono.

Os variados miados do gato são utilizados nas diferentes situações de formas bem distintas. Portanto, com o tempo e a convivência, chega-se a um ponto em que o dono é capaz de entender perfeitamente o que o animal quer, apenas pelas diferenças mais subtis. Outro dos sons mais familiares para a maior parte das pessoas é o ronronar do gato, mas a forma como este som tão felino é emitido ainda não é completamente clara.O certo é que o ronronar não provém de uma corda vocal. Estas servem para outros sons do seu repertório - os miados e gemidos.

Quando um gato emite o característico ronrom, pode-se sentir a sua garganta a vibrar. Dentro da garganta, juntamente com as cordas vocais, o gato possui um par de estruturas chamadas pregas vestibulares, ou falsas cordas vocais, e alguns cientistas acreditam que elas vibram quando o gato respira. É evidente que o ronronar exige muito pouca energia e o animal pode produzi-lo durante vários minutos.No entanto, há quem diga que as falsas cordas vocais nada têm a ver com o ronronar e que é a sensação de prazer, que aumenta a turbulência no sistema circulatório do gato, que está na origem do fenómeno. Esta turbulência, segundo alguns cientistas, é maior onde o sangue flui numa veia excepcionalmente larga, situada no peito do gato.Quando os músculos à volta dessa veia se contraem, as vibrações provocadas pela turbulência são amplificadas pelo diafragma, antes de subirem pela traqueia e ressoarem na cavidade sinusoidal. Para os gatinhos recém-nascidos, que ainda não ouvem bem, sentirem as tranquilizantes vibrações do corpo da mãe é provavelmente mais importante que o ronronar.

O que leva os gatos a ronronarem é principalmente o prazer, quando lhes fazemos festas eles ronronam ruidosamente, mas o ronronar também é utilizado por alguns gatos como um aliviador de stress ou medo, por exemplo ao estarem no consultório veterinário. Não são só os gatos domésticos que ronronam muitos felinos selvagens de pequeno porte, como o lince, também podem ronronar. Contudo, os grandes felinos, como os tigres, não têm essa característica.

FAQ: O gato ataca as mãos, o que fazer?




Questão: Tenho um gato pequeno que ataca sistematicamente as mãos e que ferra com bastante força. Mesmo tentando ser meiga e mostrando as mãos de forma carinhosa, não consigo que ele perca este hábito, que tem aliás vindo a piorar pois chega a furar a pele a força com que morde. Apesar de o tentar educar apenas com o tom de voz mais ríspido, não estou a conseguir qualquer resultado.

Tendo a noção, porque já tive muitos gatos, de que são difíceis de educar e que o carácter deles de mantêm e nunca tendo sido um gatinho de rua maltratado, existe algum método que possa tentar para o evitar isto. Torna-se complicado o convívio com a minha filha de 5 anos e com as visitas que recebo.

Resposta: O problema do seu gato tem solução desde que todos colaborem, incluindo a sua filha e as visitas. Não podem brincar com as mãos com o gato: cócegas na barriga, o dedinho a acenar para ele caçar, qualquer coisa com as mãos está proibida. As mãos servem para fazer festas apenas, quando ele atacar as mãos faça um não ríspido e retire a mãos, sem gestos rápidos, sem lhe bater, mostre-lhe que não quer brincar assim, atenção que muitos gatos nunca deixam que lhes façam festas na barriga, é uma zona sensível. Quando ele tiver sonolento faça-lhe festas com a mão na cabeça, pescoço e costas (barriga não) mas logo que ele começar a brincar ou morder pare, sem refilar, afaste-se. Para brincar com ele use objectos, lápis, papelinhos, cordinhas, mas nunca as mãos.

Esse comportamento é típico dos gatinhos, atacar e cada vez mordem com mais força, entre irmãos eles fazem o mesmo jogo mas aprendem até onde devem ir com a resposta dos irmãos, o vosso gato está a testar-vos e vai até onde puder, cada vez pior. é importante que ele deixe de ver as mãos como um brinquedo para caçar e passe a ver como algo que o acaricia

Um presente do seu gato



Se seu gato tem acesso a presas vivas, provavelmente já se deparou com algum resto mortal na sua casa. A pequena carcaça, meio comida ou inteira que definitivamente não entra na sua lista de presentes favoritos.

Os animais que geralmente trazem caça como presente para seus donos são fêmeas castradas ou não castradas. Acredita-se que elas estão redirigindo seus instintos de trazer comida para as suas crias aos seus companheiros humanos. Em condições naturais, a mãe introduz presas vivas aos gatinhos gradualmente.

Primeiro ela traz para o ninho a presa morta e a come na frente deles. Depois ela passa a trazer presas vivas e ensina-os como subjugar e matar. Após algumas lições, os gatinhos terão adquirido a habilidade necessária para deixar o ninho e caçar sua própria comida.

Para um gato os humanos são péssimos alunos e geralmente não demonstram gratidão pela lição que seu dedicado professor está a tentar ensinar. Ao invés de ficar enojado e irritado com o seu caçador, uma resposta mais adequada seria agradecer e agradar o seu gato.

Mais tarde poderá desfazer-se do seu "presente" de forma apropriada. Os gatos que não tem acesso ao exterior da casa, geralmente substituem presas vivas por brinquedos, cá em casa encontro muitas vezes alguns presentes dentro dos sapatos, por exemplo uma bolinha.

É importante ter alguns brinquedos em casa - o acto da caça é instintivo no gato, ele precisa disso. Lembre-se: para o gato a "coisinha nojenta" que ele deixou no seu quarto é um presente muito especial. Significa que ele se preocupa consigo.

O stress e os gatos


Normalmente imaginamos os gatos a dormir tranquilamente todos esticados e pensamos que eles parecem os animais de estimação mais sossegados e calmos que existem. 
Mas só parecem... quem tem um ou mais gatos sabe que, por trás da atitude zen, os gatos são animais bastante stressados.

Visitas em casa, saídas para o veterinário, um novo animal em casa, o uso de um aspirador são algumas das coisas que provocam reacções extremas como por exemplo: quedas de pêlo abruptas, ronronar continuo, esconder-se, encolher-se, miar incessantemente, andar e saltar descontrolado ou agir de forma violenta. O gato pode ter uma destas reacções, ou todas as reacções ao mesmo tempo. No geral, o gato sofre de stress quando se sente inseguro, ameaçado, doente ou até mesmo aborrecido; isto acontece porque:

- Os gatos não gostam de ver ou de sentir a presença de um animal desconhecido próximo do seu território;
- Os gatos não gostam de mudanças no seu território (casa), como uma reforma, aquisição de novos móveis, barulhos altos ou pior do que alterações ao seu território, a mudança para uma nova casa;

Os especialistas dizem que parte da ansiedade do gato vem do conflito entre a sua adaptação doméstica e a sua origem selvagem. Por um lado, o gato tem comida e abrigo oferecido pelo dono, mas, por outro, precisa exercer uma parte de seu comportamento fora de casa. Quando estão na rua, os gatos encontram outros gatos, estabelecem relações sociais com eles, caçam, procuram comida, fazem a corte, os machos exercem sua territorialidade e as fêmeas, a sua hierarquia. É como se os gatos fossem programados para levar um tipo de vida, se são colocados numa situação diferente, reagem. Estas situações diferentes podem ser, desde um estímulo desagradável para o gato até a falta completa de estímulo, ou seja, o tédio.

Para ajudar o gato, quem mora num apartamento pequeno, por exemplo, pode dispor de uma janela para o gato ver a rua, dar-lhe brinquedos, trazer cheiros diferentes e esconder comida pela casa. E para lidar com situações de stress é fundamental ter presente duas ideias:

1) O gato deve ter um esconderijo seguro, de preferência num lugar alto e com acessos sempre livres;

2) A caixa de transporte deve ser algo agradável para ele, talvez até o lugar onde durma e, de vez em quando, receba petiscos.

Se o seu gato apresentar sinais de stress de vez em quando, não precisa ficar logo preocupado, o stress faz parte da natureza felina e um pouco de stress não faz mal nenhum ao gato. O que não pode acontecer é o stress contínuo que pode levar o gato à auto mutilação por se lamber e coçar até causar feridas e peladas extensas; à rouquidão por miado excessivo; a problemas nos rins por evitar o uso da casa de banho; à desnutrição e desidratação por se recusar a comer ou beber agua. É importante lembrar que sintomas de stress também podem indicar doença.

Ao contrário dos cães, os gatos disfarçam a dor ou qualquer sinal de fraqueza, porque isso os torna vulneráveis perante os outros gatos. Por isso, se os sintomas que parecem ser stress persistem e não há uma causa definida, procure um veterinário rapidamente.


Quando é que os gatos abanam a cauda?


O abanar a cauda reflecte um conflito mental, uma indecisão perante uma situação difícil. Durante a indecisão ele fica quieto e abana a cauda.
Quando uma decisão é tomada, acaba o conflito e a cauda fica quieta. Por exemplo, o gato está a ser acariciado. Não lhe apetece receber festas. Ele entra em conflito: ou morde para desencorajar o dono ou foge. A cauda começa a chicotear. Assim que resolve o problema, deixa de abanar a cauda.

Um novo gato

 
Resolveu adquirir uma nova mascote felina, mas teme pela reacção do seu querido e mimado primogénito, que sempre se mostrou muito contrariado na presença dos colegas da espécie.

Existem gatos extremamente territoriais e arredios diante de outros. Sobretudo, quando se trata de machos adultos não castrados que cresceram e viveram como filhos únicos, mas a verdade é que qualquer filho único com uma casa só para si mostra alguma relutância em partilhar a sua casa com um novo gato. E também pode acontecer o contrario, isto é o gato da casa aceitar bem o novo gato mas o outro ter uma reacção bastante negativa.

O segredo é como fazer a aproximação entre os bichanos. É fundamental que seja um processo gradual, no qual ambos os exemplares se sintam o mais relaxados possível e não amedrontados.Se o recém-chegado for do sexo oposto ao do veterano, é mais fácil que se tornem amigos e se for um gatinho também ajuda. De qualquer forma, as dicas abaixo servem para todos os casos: adultos, bebés, do mesmo sexo ou não.

1º Antes de trazer o caloiro para casa, prepare um lugar só para ele, colocando ali comida, água, cama, caixa de areia, brinquedos e afins. O ideal é que o primogénito deixe de frequentar esse local alguns dias antes da chegada do novo gato, de forma que não associe directamente a perda de espaço ao novo habitante.

2º Durante alguns dias o mais recomendável é que eles não se vejam, mas apenas que percebam o cheiro e os barulhos um do outro. Para reforçar o contacto olfactivo entre os dois e fazer com que criem uma associação positiva em relação ao odor do outro, esfregue um pano seco em cada um deles — não use o mesmo pano para os dois.

O objectivo é que o pano adquira o odor do gato em que foi esfregado. Passe cada pano no ambiente do outro: na cama, próximo à comida e em pontos estratégicos que costumam ser apreciados pelo gato em questão. Também é indicado deixar o pano no território do outro. Como complemento, acaricie um dos gatos e, sem lavar as mãos, faça festas ao segundo e vice-versa. Faça isso várias vezes por dia. Em alguns momentos, troque os gatos de ambiente. Mantenha o recém-chegado no território do primogénito, e o primogénito no do recém-chegado.

3º Para que o próximo passo seja dado, é preciso que os gatos já não estejam a rejeitar a presença do outro em excesso. Os sinais de que isso ocorreu variam: em certos casos, ambos passam a aceitar sem restrições ficar perto do pano impregnado pelo odor do outro ou deixam de se estranhar através da porta que os separa. Enfim, quando tiver indícios de que eles estão menos arredios, já é aconselhável tentar os primeiros contactos visuais. Abra o local onde está o recém-chegado, mantendo uma grade ou rede na porta, de forma a impedir que se toquem para evitar um encontro agressivo que seria difícil de remediar. Faça isto duas ou três vezes por dia, em momentos potencialmente agradáveis, como a hora da refeição ou a hora de brincar. A tendência é que eles comam juntos e passem a associar a presença do outro a acontecimentos agradáveis. Quando se aproximarem apenas para se cheirar, recompense-os de alguma forma, seja com festa ou com petiscos. Se a demonstração de agressividade, contudo, for extrema, é o caso de retroceder no processo e voltar aos contactos olfactivos e auditivos.

4º Se os dois gatos já toleram a presença um do outro sem reacções agressivas e inclusive já se cheiraram curiosos então está na altura de tirar a rede. Comece por abrir o local com a rede na altura da refeição em que ambos estão frente a frente e então delicadamente retire a rede ou grade. Caso note alguma agressividade volte mais uns dias à fase anterior de contactos visuais através da rede por mais uns dias até não haver de novo reacções negativas.

5º Se tudo correr bem, mantenha-os soltos, mas evite situações de disputa, faça festas a ambos, não refile caso haja uma situação de conflito, não coloque o novo gato em locais preferidos pelo primogénito, ele tem que conquistar esses locais sozinho. Mantenha pelo menos duas caixas de areia e aplique o mesmo princípio para camas e pratos de água e comida.

Pode acontecer que o gato mais antigo, para provar sua liderança, impeça o mais novo de comer, aproximando-se dele toda vez que ele iniciar uma refeição. O mesmo pode acontecer para o uso de camas e caixa de areia. É assim necessário manter os acessórios afastados, impedindo que os gatos tenham controle absoluto de quando algum estiver em uso, e ter mais do que ma caixa de areia e tigelas de comida e agua. Seja como for, nos primeiros dias de vida livre em comum, não deixe as suas mascotes juntas sem vigia. Quando tiver de se ausentar, o mais seguro é separá-los.

Aja desta forma até que o convívio entre eles pareça realmente amigável, o que pode levar de poucos dias até alguns meses.

Questões antes de ter um gato


Qual a Idade ideal ? 
Um gatinho só deve sair de junto da sua mãe e irmãos depois de completar os dois meses. A partir das 3 semanas ele pode começar a comer comida sólida e a aprender a ir a casa de banho. Mas para ele estar preparado psicologicamente necessita da companhia da mãe e irmãos por mais algum tempo, estes ensinam-se técnicas de caça e defesa que são essenciais para um gato adulto se adaptar bem a outros gatos e humanos. A partir desta idade pode adoptar um gato de qualquer idade com menos de 1 ano ou mais de 10 anos. Adoptar um gato adulto tem muitas vantagens especialmente para que só quer adoptar um gato.

O contacto humano até aos dois meses! 
O contacto com pessoas durante as primeiras semanas de vida é essencial para um gato que vai conviver toda a sua vida com pessoas, se até às sete semanas o gatinhos não tiver qualquer contacto com pessoas, dificilmente no futuro ele será o tipo de gato que gosta de festas e vem para o nosso colo. Também a qualidade do contacto humano é importante, se o gatinho for maltratado por pessoas ou estas se limitarem a alimenta-lo ele não terá um bom relacionamento com pessoas, terá medo no caso de maus tratos e será completamente independente delas no segundo caso. Assim este contacto humano deve ser físico e positivo: com carícias, brincadeiras, conversa e manuseamento, o pegar ao colo é muito importante

Um ou dois gatos? 
Outra questão importante é se vamos adquirir um só gatinho ou mais. Hoje em dia a maior parte das pessoas trabalha o dia inteiro, deixar um animal sozinho em casa todo o dia pode se tornar muito aborrecido e triste para ele. Por isso acho que se gosta de gatos será sempre melhor para si e para ele arranjar-lhe uma companhia. Existem menos hipóteses de ele se dedicar a destruir móveis, tendo uma companhia de brincadeira, de sonecas e de momentos de limpeza mútua os gatos tornam-se mais calmos e felizes.


Macho ou fêmea? 
Pessoalmente acho uma questão de difícil de resposta, dependente da personalidade do gato, do ambiente em que vive, se está sozinho ou acompanhado, se a companhia é masculina ou feminina. No geral, uma fêmea é mais sossegada, mas na minha opinião mais distante, na altura do cio pode tornar-se bastante barulhenta, mas deve esteriliza-la por questões de saúde da gata, cios prolongados e o uso da pílula podem ser perigosos para a gata.
Um macho se viver perto de gatas ou outros gatos pode tornar-se mais afirmativo, acho os machos mais meigos do que as gatas. Eles procuram mais o contacto físico com as pessoas, o objectivo é deixar o seu cheiro no nosso corpo.
O gato não precisa de ser castrado por razões de saúde, o que leva à castração é a marcação do território, mas esta pode não resolver a questão, muitos gatos depois de castrados continuam a marcar. Atenção que optar por ter dois gatos machos inteiros numa casa onde habitem fêmeas será de certeza motivo de luta e marcação entre os dois. Um gato ou gata castrado tornam-se mais sossegados e meigos mas também muito mais comilões e muito menos brincalhões.

Onde adquirir o gato? 
Existem sempre gatinhos e gatos adultos a precisar de um dono 5 estrelas, consulte associações que recolhem animais abandonados, e no caso dos gatos, a hipótese de encontrar gatinhos bebes é grande.


A escolha da Raça! 
Se os aspectos acima descritos forem seguidos a raça torna-se um aspecto secundário, mas pode ser importante para determinar alguns aspectos.
Queremos um gato mais activo e brincalhão ou um gato mais sossegado? Raças mais activas (Oriental, Siamês, Bosques da Noruega, etc.) precisam de espaço para saltar e correr para se sentir mais felizes, podem ser mais independentes, mas são normalmente dados ao seu dono embora não gostem de estranhos, raças mais calmas (Persa, Exótico, Ragdoll, Inglês de pelo curto, etc.) que não necessitam de tanto espaço para saltar, são bastante apegadas aos donos e mais distantes com estranhos.
O gato vai ficar muito tempo sozinho ou vai ter muita companhia? algumas raças são mais independentes enquanto outras não apreciam a solidão.
Não temos tempo para nos dedicarmos a penteá-lo! então um persa está fora de questão, as outras raças de pêlo longo têm pelagem mais fina e mais fácil de tratar, mas se não querer ter trabalho com pêlo ou não gosta, opte por um gato de pêlo curto.

Mencionamos aqui algumas raças como exemplo, mas apesar das raças terem características distintas, cada gato é um gato e as vezes podemos ter surpresas. (os persas são conhecidos por serem gatos calados, mas o meu Rafael era um persa extremamente falador).



Tem outros animais de estimação?
Outro aspecto que deve considerar é se já tem outros animais de estimação, poderá o gato ser perigoso para estes? ou poderão estes ser perigosos para o seu gato? Questione quem acolheu o gato sobre o relacionamento dele com outros gatos e com outros animais como cães. Quanto mais velho for o gato mais é importante esta questão já que a sua adaptação será mais difícil.

Se puder visite o seu gato antes de o adquirir! Observe-o fisicamente: pêlo brilhante, macio, sem peladas ou pêlo a cair, olhos brilhantes, limpos e sem sinais de feridas, ouvidos limpos e secos, corpo forte um pouco mais pesado do que parecia ao olhar, ânus limpo sem vestígios de sangue ou diarreias).
Psicologicamente, veja como o gatinho se relaciona com os outros gatos e/ou outros animais, brinque com ele para ver como ele reage e principalmente manuseie-o para ver como ele reage às pessoas, mas atenção que ele pode ser tímido e ficar envergonhado ao pé de si por isso veja com ele reage com quem o recolheu.

Lidar com Gatos

Há tanto tempo que lido com gatos, já é uma coisa tão inata em mim observar, interpretar o corpo e a expressão deles e consequentemente saber como lidar com eles que as vezes acho erradamente que todos sabem lidar com eles

Não saber lidar com gatos é algo bastante comum em pessoas que lidam mais com cães e não com gatos. Sem querer ofender ninguém acho que há pessoas-cão e pessoas-gato e conforme o seu tipo assim lidam com o cão e o gato. Eu sou uma pessoa-gato,   lido da mesma maneira com cães ou gatos. Não sou muito bem-sucedida com cães, não me sei impor, assusto-me com o ladrar deles e também com as brincadeiras mais animadas.

As brincadeiras típicas dos cães, festas de uma forma mais entusiasmada com um misto de provocação que eles adoram, não são próprias para gatos e a reacção deles, leva as pessoas a acha-los imprevisíveis, independentes e não domesticáveis. Lembro-me de uma gata que conheci e que estava numa associação, um amor de gata linda, super meiga e ronronadeira comigo. Durante uma visita de algumas pessoas que queriam adoptar um gato, vi esta mesma gata mudar o seu comportamento como eu nunca tinha visto. Uma rapariga aproximou-se dela e começou a brincar com ela e a fazer-lhe festas daquela forma que os cães gostam, a princípio ela estava gostar, mas começou a ficar assustada com tanta agitação e provocação até que bufou e fugiu, a pessoa achou que ela não era meiga e que como todos os gatos era “imprevisível”. No entanto, o problema não era a gata mas sim a forma como a pessoa lidou com ela, é preciso compreender a forma de ser de um gato. A forma como lidamos com um gato é essencial para que ele se torne num gato meigo.



O gato é um animal stressado por natureza, muito apreciador de rotinas e sossego. Ele precisa de calma, precisa de confiar em nós, não gosta de mudanças, de movimentos bruscos, gritos, nem que o olhemos nos olhos. O mais meigo dos gatos pode tornar-se agressivo e desconfiado, se não soubermos lidar com ele, e nem estou a falar de maus tratos, as vezes aquilo que achamos brincadeiras inocentes podem transformar o gato numa verdadeira peste.

Alguns gatinhos órfãos que criei, saíram da minha casa muito meigos, muito brincalhões mas nunca atacando as nossas mãos porque para eles as mãos eram uma fonte de festas e eles viam-me como a sua alimentadora, tratadora e massagista, não como um mano, brinquedo ou presa. Depois de uns tempos com uns donos-cão, o mesmo gatinho tornou-se um “cãozinho” malandro que morde e arranha com as suas garrazinhas, claro que ele é feliz assim. Mas depois ele cresce e os donos queixam-se. Ele acha piada caçar os donos quando vão a passar no corredor e fincar os seus afiados dentes na perna, se calhar um dia uma arranhadela acerta no olho, os donos começam a repreende-lo agressivamente coisa que ele não compreende, afinal até agora era tão giro brincarmos assim e o gato acaba no meio da rua ou devolvido.

Cada gato é um gato, e há claro aqueles que nunca serão dados ou domesticáveis, nasceram e viveram na rua, sempre lidaram com humanos que os enxotaram e apenas serão felizes em liberdade, junto dos seus e o mais longe de humanos possível, só se aproximando para obter comida quando não há outra forma de alimentação.



E depois há também aqueles, como a minha Jéssica. Ela foi retirada da rua com 2 meses com os manos, todos muito branquinhos, bonitinhos e meiguinhos, todos foram adoptados excepto a Jéssica porque ela detesta contacto humano, o que lhe aconteceu para ela ficar assim, não sei.

Esteve numa FAT que a tentou amassar para ser adoptada mas como não se conseguia e ela fazia com quem os gatinhos mais jovens tivessem a mesma atitude que ela, ia para um Gatil.

Eu adoptei-a, está comigo há dois anos e foge sempre que nos aproximamos demais, com pessoas estranhas não foge, voa e bufa. Eu já consigo fazer-lhe umas festas quando ela está mais molinha mas só eu tenho esse privilégio o que me deixa muito feliz. Quando é preciso apanha-la para ir ao vet, tem que ser com uma manta. Não a considero brava ou agressiva, por algum motivo ela tem muito medo de humanos, mas depois de confinada à caixa transportadora ou quando está no vet paralisa, cheia de medo. Apesar de ser uma gata que não confia em pessoas, é sem dúvida uma gata de casa. Gosta dos seus amigos gatos e do sossego da casa. Os meus outros gatos muito apreciadores de humanos, acalmam-na mas ela será sempre assim. Eu respeito-a e acho que aqui ela é feliz.


Caixa de areia: manutenção e problemas



A casa de banho do gato é o utensílio para gatos mais conhecido devido a faceta asseada dos felinos e a partida uma caixinha com areia é o suficiente para que um gato se habitue a fazer lá as suas necessidades.

De preferência às casas de banho fechadas como a da imagem, o gato tem mais privacidade, não sai tanta areia para fora e não vemos o interior, se o gato não consegue entrar ou sair, tire a porta
Existe areia em várias texturas, mais fina ou mais grossa, com ou sem cheiro, escolha uma e se o seu gato gosta tente não variar muito, ele pode não gostar da mudança e começar a fazer fora da caixa.

Ponha a casa de banho num lugar sossegado e mantenha-a limpa, uma casa de banho limpa é fundamental, senão ele escolhe outro sítio para fazer as suas necessidades.
Quem tem mais do que um gato e em particular machos, deve ter mais do que uma casa de banho, é aconselhado uma casa de banho por dois gatos e quando existem problemas de gatos que fazem necessidades fora da caixa deve haver uma caixa por gato e as caixas devem estar espalhadas pela casa e não todas juntas.

Algumas dicas para Donos de gatos que fazem (o que não devem) fora da caixa de areia:
Solucionar este problema que afecta muitos gatos e infelizmente muitos donos chateados com o cheiro a urina não é fácil, porque os motivos que levam o gato a urinar e defecar fora da caixa de areia são muitos. O principal a fazer para solucionar o problema é entender o que se passa para o nosso querido gato adquirir um hábito tão desagradável.


Possíveis motivos para o problema:
O gato não aprendeu a ir a caixa ou foi habituado a fazer noutro sítio quando pequeno.
O gato não gosta da areia: por estar sempre suja, por cheirar a perfume, por fazer muito barulho, por ter pouca areia, por ser muito fina, etc.
O gato não gosta da caixa: por estar num sítio inacessível, por estar num sítio barulhento, por não ter privacidade, por ser pequena, por estar perto da comida, por ser aberta, por ter uma porta, por ter apanhado um susto enquanto estava lá.
Um gato dominador não deixa o outro ir à casa de banho e para conseguir isto ele apenas se coloca inocentemente no caminho que leva a casa de banho.
A casa é enorme, com mais do que um andar e as vezes o gato não chega a tempo à casa de banho e basta uma vez ou duas para este acidente se tornar um hábito muito desagradável.
O gato está doente (cistite) e precisa de urinar frequentemente.
O gato não gosta de partilhar a casa de banho com os outros gatos.
O gato está descontente com o dono e mostra-o fazendo noutros sítios menos apropriados para chamar a atenção para o seu problema.

Possíveis soluções:
Se o seu gato é idoso, vá ao veterinário para ver se ele tem algum problema no sistema urinário.
Dê atenção ao gato em especial quando acontecem alterações ou mudanças na rotina do gato (por exemplo, um gato novo)
Mantenha a casa de banho limpa, num local sossegado com privacidade, longe da comida.
Se tem mais do que um gato, tenha várias casas de banho espalhadas pela casa, pelo menos uma caixa por cada dois gatos.
Quando receber um gato pergunte ao anterior dono ou criador como era a caixa e a areia a que o gato estava habituado e arranje uma semelhante.
Os locais sujos, normalmente carpetes e tapetes devem ser limpos com água quente e sabão azul, nunca devem ser limpos com produtos com amoníaco como a lixívia que atraem os gatos. Depois de limpos, pode também borrifa-los com um perfume forte, sumo de limão, até colocar lá cascas de limão ou laranja, eles odeiam. Como última alternativa guarde-los ou cubra-os com plástico, alumínio ou fita-cola ao contrário.

Linguagem corporal