Maternidade


Antes de falar da maternidade gostaria de referir que se pretende deixar a sua gata ter gatinho deve pensar muito bem no assunto e nos riscos que isso envolve para a mãe-gata, para os gatinhos e qual será o futuro destes.

Caso a gata não saiba como ser uma boa mãe, o que acontece muito frequentemente com gatas de raça nascidas em casa, terá que tratar de gatinhos recém nascidos. Uma tarefa que exige cuidados 24 horas por dia e que exige bastantes conhecimentos e experiência sobre a forma de cuidar deles. A taxa de sobrevivência de gatinhos sem mãe é bastante baixa. Além do mais existem sempre perigos para a própria mãe com já referi.

A ovulação das gatas é provocada pelo acasalamento, e acontece entre 23 e 30 horas depois do coito. O número de filhotes também varia de acordo com a raça. O mais comum é serem três ou quatro.


Durante a gestação, que dura em média 63 a 65 dias, a gata deve ser deixada tranquila, evitando o stress e exercícios exagerados. Ela deve comer mais e uma maior de ração própria para gestantes e ter acompanhamento veterinário.

A gravidez pode ser verificada duas a três semanas depois do acasalamento pelos mamilos que se tornam maiores e rosados, o veterinário pode confirmar a gravidez através de apalpamento, podendo detectar o número de crias, este apalpamento só deve ser feito pelo veterinário já que se for incorrectamente feito pode matar as crias.

Quando faltarem cerca de duas semanas para o parto, deve-se preparar o ambiente, para que haja tempo da gata se acostumar. Deve ser providenciada uma caixa forrada, para servir de maternidade. Esta caixa deve ter espaço suficiente para que a fêmea possa ficar esticada, mas não deve ser muito ampla, para que os filhotes fiquem bem aconchegados à mãe.


A caixa deve também ter as bordas altas, para que os filhotes não saiam e de preferência ser de material que facilite a limpeza. O local onde a caixa for colocada tem que ser arejado, mas livre de correntes de ar, insectos e outros animais. Quando limpar o local, use um produto específico para animais de estimação que não deixe cheiro.

Quando a hora do parto se aproximar, corte o pêlo ao redor dos genitais e dos mamilos, para facilitar a amamentação dos bebés. Isso é especialmente importante nas raças de pêlo longo, como os persas.

Antes do parto, uma gata de rua geralmente isola-se e procura um refúgio, uma gata de apartamento isola-se de outros gatos mas muitas vezes pede a ajuda ou companhia do seu dono. É perigoso impor um local para ela ficar, pois a sensação de insegurança pode conduzi-la a retardar o parto, a procurar transportar a sua ninhada ou mesmo a devorar os seus gatinhos.

A duração do parto é muito variável. É comum algumas gatas interromperem o seu trabalho de parto durante 48 horas. A decisão de fazer uma cesariana é extremamente delicada para a gata, diz respeito principalmente às raças de quadril achatado, como Persa, sendo comum em ninhadas pouco numerosas e gestação prolongada.

No dia em que os gatinhos nascem, a gata fica mais agitada, procurando um lugar onde se esconder e aproximando-se mais daqueles que mais gosta. Ela tenta entrar em gavetas e armários que estejam abertos e então é chegada a hora conduzi-la à caixa maternidade e se ela quiser ficar ao lado dela.

Deixe à mão toalhas velhas para forrar a cama na altura do parto ou compre resguardos de cama. Normalmente, os nascimentos acontecem à noite e precisa de estar atento.
Na hora do parto, a fêmea começa a ficar mais inquieta, escava o chão, a sua respiração fica mais acelerada e ronrona muito alto. Nesta fase, dá-se o rompimento da bolsa e uma descarga vaginal. Prepare-se para acompanhar o parto, que pode durar de algumas horas a um dia inteiro.
Na maioria das vezes, o parto decorre sem problemas, mas, se notar qualquer dificuldade, não hesite em chamar seu veterinário. Problemas de parto são comuns, por exemplo, nos persas, cujos filhotes têm a cabeça muito larga para a bacia achatada da mãe.

O nascimento é precedido de contracções e a gata vai se manter deitada, lambendo os genitais. A cabeça sai primeiro na maioria das vezes, junto sai o cordão umbilical e a placenta. A própria fêmea se encarrega de romper a membrana amniótica que envolve o gatinho e cortar o cordão com os dentes. Ela provavelmente come a placenta, que é rica em ferro e substâncias nutrientes.

Não se preocupe se isso acontecer. Após o nascimento, ela lambe vigorosamente o bebé, a fim de estimular a respiração e limpá-lo das secreções. Se a fêmea não fizer nada disso deve ajudá-la. Limpe o gatinho com uma toalha limpa de forma a romper o saco amniótico e a activar a circulação e a respiração, limpe a área próxima às narinas com um pedacinho de algodão humido.

Corte o cordão umbilical com uma tesoura desinfectada junto à placenta. Em seguida, entregue-o à mãe, para que ela o cheire e ele comece a procurar uma teta, quando ele começar a mamar normalmente o instinto da gata mais inexperiente começa a aparecer, a maternidade é um processo de aprendizagem nas gatas, no primeiro parto ela pode não saber bem como se comportar e precisar de ajuda.

Os bebés nascem com intervalos que variam entre dez e trinta minutos, mas um trabalho de parto pode durar várias horas. Os gatinhos recém nascidos não tem nenhum controle da temperatura corporal, por isso não podem ficar longe da mãe por mais que uns minutos. É bom deixar na caixa uma bolsa de água quente, envolvida em tecido para não queimar os gatinhos.


Também não deve deixar a mãe sair de junto dos gatinhos, o que pode acontecer enquanto ela não criar um elo forte com eles, o que acontece a partir do momento que eles começam a mamar, deve assim estar atento ao comportamento da mãe nas primeiras horas.

Os bebés devem ser pesados ao nascer e todos os dias durante a primeira semana, para ver se ganha peso (o peso deve ter dobrado até dez dias depois do parto).

Fique atento para que todos tenham acesso às tetas da mãe, muitas vezes os gatinhos lutam por determinada teta que eles preferem por ter mais quantidade de leite, desta forma as que não são utilizadas secam, o que causa a existência de uma única teta para dois gatinhos, um deles, o mais forte, consegue mamar mais mas o outro não bebe a quantidade necessária de leite, podendo precisar de um suplemento dado por si. Evite visitas e ofereça à mãe e aos seus filhotes um ambiente tranquilo e repousante.


Cuidar da mãe após o parto
Após o parto é necessário estar alerta para possíveis comportamentos indesejados da mãe, como por exemplo, aversão às crias podendo mesmo matar e comer a própria cria, agressividade contra o pai que é visto como uma ameaça à sobrevivência da prole, agressividade contra outras fêmeas com medo que estas lhe roubem as crias ou até mesmo agressividade pode até estender-se ao próprio dono.

Estes comportamentos são chamados de síndroma de depressão pós parto e que são condicionados por factores externos e para evita-los deve sempre optar-se por isolar a fêmea durante a primeira semana.

Outro dos cuidados a ter com a fêmea é a alimentação, nas primeiras horas após o parto, recomenda-se manter um bebedouro e comedouro próximos da mãe, já que, vigilante, ela não deixa a ninhada. Nada de forçá-la a comer.

A placenta ingerida após o parto, que é muito nutritiva, mantém a fêmea alimentada pelas próximas 48 horas. No período de amamentação, que dura em média 30 dias a alimentação da fêmea deve ser rica em nutrientes. As rações específicas com alta dosagem de vitaminas e minerais são uma boa opção. Suplementos extras de vitaminas são recomendados apenas no caso de ninhadas numerosas, com mais de cinco crias. A ração deve ser trocada aos poucos para que o organismo da mãe se acostume.

Os mamilos devem ser examinados com frequência, vermelhidão, volume e pus são sintomas de mastite, infecção mamária que ataca cerca de 30% das fêmeas, segundo os veterinários. Unhas polidas evitam possíveis arranhões nas tetas, impedindo que a mãe interrompa a amamentação por causa das dores.

A higiene e temperatura do ambiente merecem atenção redobrada. A fêmea poderá rejeitar uma cria que apresente temperatura mais baixa, para que este não prejudique os demais. As crias que são deixadas de lado normalmente apresentam algum problema. A mãe rejeita-o para aumentar as hipóteses de sobrevivência dos mais saudáveis.

A higiene do local também deve ser mantida, aconselha-se a troca semanal dos panos que servem de ninho para os gatinhos, claro que uma mãe aplicada mantém o seu ninho limpo ao fazer a eliminação dos restos fetais até às 3-4 semanas quando os gatinhos começam a ir a casa de banho sozinhos e a ingerir sólidos.
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